Junho 28, 2009

(reload)

14:42

Junho 27, 2009

Os sonhos são estados ou espaços? Sempre existe a possibilidade de que sejam ambos, ou nenhum. Em se tratando de sonhos, é impossível escolher sem que tudo pareça inadequado. Seria suficiente saber que eles não contém nada além de si mesmos?

Teerã em chamas

Junho 18, 2009

iran (3)

Fotos aqui, aqui e aqui.

Escritos aqui e aqui.

http://shooresh1917.blogspot.com/2009/06/minute-by-minute-with-revolution.html

Junho 14, 2009

23/09/1923 - 12/06/2009

23/09/1923 - 12/06/2009

Junho 9, 2009

Antropologia e o Avesso

Junho 6, 2009

Para vocês dois, meus companheiros mais antigos e mais fiéis nessa empreitada esquisita que é a Antropologia – com A maiúsculo porque a fulana é uma espécie de entidade, de vadia (quase com V maiúsculo) que às vezes nos dá tesão e outras vezes nos faz chorar, espernear, socar a parede e cortar os braços.

O que falo aqui não é uma espécie de mea culpa, de “lamentália” estúpida, mas uma constatação sincera – e também um manifesto de admiração daqueles que você não deve conter, pelo menos não por muito tempo.

O fato é que, outro dia eu me surpreendi com o ato de estar fazendo mestrado, estudando etnologia, coisas que eu vislumbrava pouco e desejava nada até bem recentemente. Me lembrei da minha graduação rebelde, da falta de interesse nas aulas, do pouco que dediquei à leitura das coisas, do quanto desprezava coisas que hoje gosto tanto – como aquele “velho filho-da-puta”, o tal Lévi-Strauss. Por essas e outras, sempre tenho a sensação de que sou, afinal, o fruto de um amontoado de coincidências felizes e infelizes, ou de uma inércia incomodada.

Vocês dois, por outro lado, sempre me pareceram muito mais audazes, capazes de se movimentar e desejar. F. lia muito, pensava em questões teóricas as quais eu nem sonhava – talvez intuía – e devorava noções de filosofia. L.  sempre atento ao que ia acontecer, freqüentando as palestras das quais eu tinha preguiça – lembrando, a primeira vez  em que fui ver  o Viveiros de Castro foi por insistência sua.

O que eu queria dizer com isso é que se eu estou onde eu estou agora – que não é um lugar muito diferente de onde vocês estão, mas é muito importante para mim – eu devo aos dois. Pela confiança depositada, pelo conhecimento e pelo delírio compartilhados. E o que isso implica de mais importante é: não desistam da Antropologia, ainda que tenham a impressão de que ela desistiu de vocês.

Nem sempre as coisas vão ser desenhadas numa estrada de tijolos amarelos, levando à Oz, tudo lindo e claro. Sabemos, nós três mais do que ninguém, que os caminhos são tortuosos mesmo. Que não tivemos bolsa pra sentar numa cadeirinha do quarto andar e ler “O Pensamento Selvagem”, mas isso não importa! Cada vez mais eu tendo a valorizar a experiência, a vivência e a loucura tão típica de quem precisou penar para fazer e escrever o trabalho de madrugada, a monografia na última hora, o projeto de mestrado em quatro dias… se algumas vezes o produto não é o melhor, as coisas pelas quais ele foi trocado podem ser infinitamente belas.

Isso não significa que não haja tempo para aprender qualquer coisa que não sabemos, e tem sido assim comigo. Se sei alguma antropologia ou antropologia alguma, devo a esses últimos dois anos – não exatamente ao mestrado, mas ao fato de finalmente poder sentar e estudar, e querer fazer isso. Não se intimidem com nada.  As limitações, as paixões, as competências e incompetências não importam: elas podem ser beijadas, abraçadas, fodidas ou superadas.

De maneira confusa, desajeitada, digo que é isso.

Junho 5, 2009

(Continuando o esforço de falar um pouco de cada um dos blogs que estão listados na direita.)

Muita gente lembra do Cardoso On Line, mais conhecido por COL, como um ícone da internet brasileira. Para quem não sabe, o COL era um zine enviado por e-mail aos assinantes duas vezses por semana. O bacana é que era em texto puro, segundo o melhor da diagramação “txtzão na raça”.

Em seus três anos de duração (1998-2001) o COL teve um zilhão de assinantes. Na época havia pouco conteúdo criado por usuários da internet – e 90% do que existia não estava em português, já que a internet estava engatinhando por aqui. Não cheguei a acompanhar o COL já que durante o seu auge eu acessava a internet para pouca coisa – jogar MUD, checar meu Hotmail, hahaha – e tinha um computador descartável. Sim, ele travava de maneira irreversível a cada 5 usos…

Mas então por que eu contei essa historinha bonita? Porque vários autores do COL, e outros tantos, publicavam regularmente na saudosa Revista Eletrônica Fraude. Não sei quando ela foi fundada, mas li praticamente tudo o que foi publicado nela entre 2002 e 2003. Os textos eram excelentes mas, como o destino de todo bom conteúdo na internet brasileña é sumir para sempre, a Fraude acabou em dois em dois tempos.

A parte boa é que vários dos colunistas (senão todos) escrevem até hoje em alguns cantos da internet, publicam livros, assinam matérias diversas em jornais e revistas. Os blogs de alguns deles estão linkados ali, na coluna da direita.

Eduf Labs: Eduardo Fernandes era o editor da Fraude. Oneman band no Peruano Saudita, cientista social(!), adepto do budismo tibetano(!!), webdeveloper(!!!), etc – não se surpreenda se o cara também levar uma vida secreta como ginasta olímpico ou perito forense. Eduf, como é conhecido, cuidou de um monte de sites de revistas e, mais recentemente, escreveu sobre produtividade e tecnologia no (já extinto) Magaiver. Escrevia no blog Eduf Labs até a semana passada, mas ele também foi encerrado. Um nômade, sem dúvida.

Impostor: blog do Ronaldo Bressane escreve algumas coisas para a Folha, é ex-editor da TRIP, e deve ter feito mais coisas que desconheço. Bressane escreve contos bem sacados, publica boas entrevistas e matérias sobre literatura em geral. Sua melhor criação, na opinião desse humilde aqui, é Mnemomáquina, uma ficção que retrata um daqueles futuros absurdos, glossolálicos – que me lembra Transmetropolitan em seus melhores momentos..

Kaliyuga Blues: Daniel Pellizari, também conhecido como Mojo, foi um dos responsáveis pelo COL. Além de ler alguns textos do cara na Fraude, tomei contato com o trabalho dele por causa da Livros do Mal e porque ele, junto com o Daniel Galera, traduziu Trainspotting para o português. Kaliyuga Blues, o blog do Pellizari, é meio que um descanso das palavras. Não há quase nada escrito e a salada de imagens postadas com certa regularidade dá a impressão de que o autor é um cultista dos Mythos, obcecado com japonesas, bondage e exotismos radicais. Sem usar o clichê fudido de que “uma imagem vale por…” é possível dizer que muito do que o Pellizari posta por lá instiga quem olha a saber mais. Assisti Dai-bosatsu tôge por causa de uma imagem que vi lá, por exemplo.

Trabalho Sujo: Alexandre Matias ganhou minha audiência para sempre por causa de um texto sobre fliperamas intitulado “Boca do Lixo”.  O cara escreve sobre música, quadrinhos e informática no Trabalho Sujo e no Estadão. Sou meio desconfiado de jornalistas que escrevem sobre “cultura pop”, já que esse é um rótulo em que qualquer coisa cabe, mas o Matias não decepciona – ele é bem menos cretino que o Lúcio Ribeiro em termos de escrever para as, ahem, novas gerações.

Três

Junho 1, 2009

Sebben & Sebben

Maio 19, 2009

Congratulations! You made the decision to grab the brass ring, to join the proudest workfield in the industry, the leaders on their field. The strongest, the proudest. People on the pinnacle of their profession. In one word: winners. And as the same goes: winners take all!

Vendido #9

Maio 17, 2009

Felicidade incontida, derramando pelos poros. Ando sozinho, desacompanhado, e talvez por isso mesmo as coisas parecem mais simples. Acordo de manhã e não há ninguém ao lado, chego bêbado em casa e não há ninguém me esperando.

A padaria do primeiro andar me dá o prazer de fumar enquanto tomo um café e leio o jornal – colocaram mesas nas calçadas, o dono se recusa a seguir o nazismo anti-tabagista que parece ter enlouquecido o mundo.

Meu salário diminuiu algo em torno de 15%, tudo subiu, não vou poder viajar para a Europa como queria. Mas nada importa, aliás, nada importa que vá me chatear tanto assim. Como um monge isolado numa câmara escura em alguma planície deserta do Tibet, eu me sinto a caminho de algo grandioso e simples.

Outro dia a nova estagiária da empresa leu em voz alta uma matéria falando sobre como cada vez mais pessoas preferem ser solteiros a se casar. Isso é uma bobagem, uma inversão dos termos anteriores. Para estar feliz era preciso se estar casado, agora é preciso se estar sozinho, disponível, pronto para todas as possibilidades? Isso me parece uma extrapolação da pequena fábula “você é especial”.

Felicidade, se é que existe, não é uma conquista, é uma condição. Ou melhor, é uma efemeridade. Um bocado de nada que te faz bem em algumas horas da vida. O que mais precisa ser?

Duvido que alguém consiga imaginar uma pessoa que está sempre feliz e, ao mesmo tempo, não tême-la. Talvez pela falsidade que os felizes inspiram, talvez porque todos sabem que felicidade demais cega, embriaga.

E por isso mesmo é hora de ficar sóbrio.

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Vendido #0

Vendido #1

Vendido #2

Vendido #3

Vendido #4

Vendido #5

Vendido #6

Vendido #7

Vendido #8