BR 135

Maio 9, 2008

No plano oficial ela devia ser asfaltada, como de fato consta no mapa. Infelizmente a empreiteira “esqueceu” um trecho de mais de 20 quilômetros que se tornou essa savana aí.

When you use Napster you’re downloading comunism!
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Via Geek (viva o feed do Gmail!)

Depois de insistir até que o Napster fosse fechado e de levar uma enorme campanha contra o compartilhamento de músicas, o Metallica agora quer promover seu novo CD da mesma forma que o Radiohead e o Nine Inch Nails fizeram há algum tempo: disponibilizando todo o CD para download e permitindo que os usuários paguem o quanto acharem que as músicas mereçam. Será que vai dar certo?

“Vocês sabem, é nossa última gravação sob o contrato com a Warner, então estamos pensando em como abraçar tudo”, disse Lars Ulrich, baterista da banda. Segundo o blog da Wired, foi Lars que, oito anos atrás, entregou vários nomes de pessoas que estavam compartilhando as músicas do Metallica através do Napster à Warner. Ulrich também declarou que o Metallica já permite que os fãs da banda baixem versões em mp3 de shows ao vivo.

O método utilizado pelo Radiohead não deu tão certo quanto era esperado. De acordo com o site Remixtures, 62% das pessoas que baixaram o CD In Rainbows não pagaram nada por ele, e quem pagou (por volta de 465 mil pessoas) manteve a média de seis dólares. Isso deu uma média de US$ 2,26 por CD. De acordo com o Slashdot, a banda Nine Inch Nails declarou um rendimento de US$ 1,6 milhão com a iniciativa.

Se ao invés de irritar os fãs por causa arranhões que o Napster causava às suas gordas contas bancárias os integrantes do Metallica tivessem tentado lucrar com a internet pelo menos 5 anos antes… É curioso a matéria dizer que uma média de US$ 2,26 por CD é fruto de um resultado “não (…) tão certo quanto era esperado”, quando isso é bem mais do que um artista recebe por um CD vendido. Madona anda vendendo seu novo a preço de banana, Prince chegou a distribuir uns discos de graça… todo mundo sempre soube que se lucra pouco em cada disco vendido.

Agora a distribuição eletrônica parece mudar um pouco a coisa de figura: o processo de intermediação da gravadora cai por terra, o artista tem um alcance virtualmente ilimitado [internet chega onde não há lojas de discos], etc… Lucra-se alguma coisa com o processo de distribuir os álbuns “gratuitamente” - indepentende disso eles vão ganhar a internet.

Levantamento englobando 1.400 pesquisadores de 60 países foi feito pela revista ‘Nature’. Necessidade de melhorar concentração é citado como principal razão do ‘doping’.

A era do doping científico pode ter começado, a julgar pelos resultados de um levantamento feito pela revista especializada britânica “Nature”. Um em cada cinco pesquisadores que responderam um questionário on-line da publicação admitiram o uso de drogas para melhorar seu desempenho intelectual. São medicamentos normalmente empregados contra doenças do sono, hiperatividade e problemas cardíacos, que agora estão sendo colocados a serviço da mente dos cientistas sem prescrição médica.

A “Nature” havia colocado o questionário em seu site no começo deste ano, estimulada por um artigo especulativo de neurocientistas da Universidade de Cambridge. Barbara Sahakian e Sharon Morein-Zamir haviam feito uma enquete de pequena escala com seus colegas a respeito do uso desse tipo de droga e perguntado se estariam dispostos a usar tais substâncias para melhorar seu desempenho. As reações do público da “Nature” foram tão fortes que a revista se viu motivada a realizar sua própria pesquisa.

O questionário foi respondido por 1.400 pessoas de 60 países. Além de perguntas mais genéricas sobre as opiniões pessoais dos cientistas a respeito do uso de “doping”, a revista decidiu enfocar um trio de substâncias já conhecidas por seu uso entre estudantes desesperados.

A tríade abrange o Ritalin (princípio ativo: metilfenidato), normalmente usado para tratar hiperatividade ou distúrbio do déficit de atenção e empregado informalmente; o Provigil (modafinil), que atua contra problemas de sono mas também combate o cansaço e a desregulação do relógio biólogico; e os chamados betabloqueadores, que os médicos recomendam contra arritmia cardíaca, embora tais drogas também possam atuar contra a ansiedade.”

No admirável mundo da “gonzociência” o júri do Prêmio Nobel deveria ter uma política anti-dopping. Obviamente se a pesquisa tivesse contado o uso de álcool, cafeína e nicotina os números seriam outros. Assim que ingressei na faculdade um amigo comentou que deveria ter uma espécie de bolsa que teria o fim específico de abastecer os cientistas de café e cigarro. Haveriam maquininhas espalhadas pelos campi e cada pesquisador teria um cartão para extarir delas um expresso ou maço de Marlboro - o DCE ia reclamar do financiamento pela iniciativa privada, mas até os colegas comunistas iam ambicionar o cartãozinho.

Essa notícia evidencia alguns fatos interessantes. O que mais me chamou a atenção foi o uso de remédios contra a ansiedade - mais um dos “pequenos” males da modernidade - tão comum em que qualquer um que se dispõe a pesquisar. Os resultados precisam aparecer mais cedo ou mais tarde e não necessariamente saem de acordo com o esforço empregado. O outro é o fato de que são cientistas, sujeitos pensados pelo senso comum como “esclarecidos”, aqueles que estão fazendo o uso de drogas sem muito critério ou prescrição médica.

Mas o que eu gosto mesmo mesmo nesse tipo de estudo é que ele escancara uma questão que ainda é muito mistificada socialmente: a do uso de drogas. Pessoalmente, não acho que seja seguro tomar anfetaminas e traqülizantes como forma de compensar demandas difíceis ou problemas causados pelo excesso de trabalho. Mas isso acontece e aparentemente é bem comum. Já ouvi de pessoas que trabalham em redações e agências que é comum tomarem um “rebite” quando uma deadline está próxima - algumas vezes por orientação da própria chefia.

Se pensarmos nos nossos índices de automedicação para fins não-terapêuticos- recreativos, estéticos, arbortivos, etc - é fácil ver que a boa parte da “droga” que se consome vem das farmácias e não dos morros. Que tipo de postura a Sociedade Civil e o Estado deveriam sustentar para tratar disso? Talvez uma que se baseasse mais em fatos e estatísticas analisados por esses mesmos cientistas (”drogados”) que em demagogia produzida para levantar votos dos defensores da moral.

PS: Esse não é exatamente o tipo de texto que eu gostaria de escrever comentando uma notícia tão interessante. Ando irritado com a minha dificuldade em concluir alguns argumentos mas decidi que escrever é a melhor maneira de resolver isso. Pensei ontem que é válido manter as notícias comentadas porque elas sempre dão idéias de pautas interessantes.

Maio 4, 2008

Aldo Rebelo se saiu bem como piadista ao falar sobre indígenas na Globonews. A visão que ele tem de território indígena, e obviamente da atuação dos “malvados” antropólogos, beiram o ridículo. Se o programa já não fosse um palquinho armado para se repetir à exaustão os argumentos falaciosos anti-ONGs, TIs e antropologia, eu pensaria que se trata de falta de informação. Vou escrever um pouco mais sobre isso mas por enquanto me limito a dizer o de sempre: discutir a questão das TIs ou das Terras de Quilombo é necessário - e talvez urgente. No entanto a quantidade de desinformação produzida pela imprensa dá a entender que temos aí o velho jogo da politicagem aplicado na prática.

Maio 3, 2008

Semanas caóticas. Terminando alguns trabalhos, pegando outros. Tentando começar o quanto antes a levantar a bibliografia da minha dissertação - ainda sem sucesso. Nos últimos dias ando sem muita vontade de escrever, ainda não descobri porque. Apesar do meu desânimo, nos meses de março e abril desse ano este humilde blog dobrou seu número de visitantes - e de leitores, espero.

O fato é que eu ando mesmo sem tempo ou força para escrever coisas bacanas. A escrita pra mim sempre foi um processo demorado e nada objetivo - e ainda tenho o péssimo hábito de querer terminar coisas com pressa para poder publicar. As demandas do mestrado não são poucas, e nem sempre dá pra trabalhar e fazer tudo sem perder algumas noites de sono.

De qualquer forma, eu percebi que vinha adotando um estilo de post que sempre relutei em usar: pegar alguma coisa que achei interessante no dia e reproduzi-la aqui com algo entre uma linha e dois parágrafos de comentários. Isso não é bom. Para mim a única vantagem de ter um blog é justamente tentar exercitar a escrita, aprender a articular e idéias e colocar pontos de vista com (alguma) coerência.

A idéia é tentar escrever mais contos e textos menos preguiçosos - ou achar um meio termo saudável para comentar reportagens.

Artesãs

Abril 22, 2008

Vendido #5

Abril 22, 2008

Queria me embebedar mas tive preguiça de sair. Comprei uma garrafa de uísque barato no supermercado da esquina e voltei para casa, pensando no quanto era deprimente beber sozinho. XnX LXXsX teve a decência de dizer que o filho não é meu, como bem suspeitava. Mas não ligou, não marcou encontro. Mandou um e-mail cheio de culpa vazia, o qual nem me dei ao trabalho de responder. Se escondeu atrás do computador. Todo mundo faz isso hoje em dia.

Isso trouxe o pior de volta. O pior da situação inteira. Além de infernizar minha vida ela andava dormindo com outro, ou outros… Nada disso importava mais, mas pesava. Pesava muito. Não entendi como tinha casado com uma infeliz tão manipuladora, que ainda teve coragem de dizer eu destruí nossa relação. Mas também não era isso. Era a porra do orgulho ferido. Jesus, achei que nunca mais ia sentir isso desde que meu primo tinha pegado a menina em quem eu tava chegando numa festa.

De novo vinha aquele sentimento de que tinha falhado miseravelmente. Não importava a vida de agora, com alguns projetos novos, outra casa, coisas diferentes. De novo na grande ciranda da autopiedade na qual toda a humanidade se encontra. Hora de encharcar a culpa em álcool.

Desliguei depois de meia garrafa e só voltei a pensar de novo quando vi que gritava pela janela. Gritava muito, mas não conseguia saber bem o que era. As luzes dos outros apartamentos estavam acessas, havia gente em algumas janelas. Passou.

Acordei no outro dia com uma ressaca horrível. Sensação de ausência, não sabia de quem. Sabia mas queria negar. Às vezes você rejeita pessoas que ainda nem conhece por medo de se apegar a elas. O filho não era meu, mas já tinha sido em algum momento.

Vendido #0

Vendido #1

Vendido #2

Vendido #3

Vendido #4


I object!

Deputados analisam desenhos do Cartoon Network

SÃO PAULO - Com a CPI do mundo real presa a um enredo de poucas emoções, um grupo de deputados resolveu investigar mazelas de ficção. Integrantes da Comissão de Defesa do Consumidor, da Câmara, promoveram ontem uma audiência sobre o conteúdo da programação do canal de desenhos Cartoon Network, veiculado pela TV paga.

Mesmo sem poderes para quebrar sigilos, os deputados identificaram, com a devida ajuda da assessoria técnica parlamentar, o inimigo, o suspeito de desvirtuar os bons costumes: Harvey, o advogado. Trata-se uma reencarnação animada do Homem Pássaro, super herói careta que fez sucesso nos anos 70. Harvey atua como um advogado, ao lado de seu antigo mascote, agora escrivão, Vingador, solucionando casos jurídicos entre personagens de séries animadas criadas por Hanna-Barbera, como Fred Flintstone e Scooby-Doo. No desenho, os personagens passam por experiência mundanas e existenciais, algumas vezes erótica. Isso provocou revolta na Câmara.

Embora, nem Scooby-Doo nem Barney e Fred tenha feito uso de cartão corporativo ou produzido dossiês. Os deputados Celso Russomanno (PP-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG) chegaram a advertir o diretor-executivo jurídico da Net TV, André Muller Borges, de que ele tinha sorte por estar depondo a uma comissão temática, e não a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). “Se aqui fosse uma CPI, o senhor estaria encalacrado“, disse Delgado, sinalizando que Borges poderia ter sido preso por mentir. O deputado Barbosa Neto (PDT-PR), que convocou a audiência pública, exibiu trechos de desenhos animados, veiculados pelo canal Cartoon Network, com cenas de violência, como esfaqueamento e suicídio: “Fiquei chocado, porque crianças assistem a esses desenhos“.

Sem comentários, a notícia do Estadão coloca o ridículo da situação bem demais….

Abril 15, 2008

Estou devendo umas cento e tantas prestações!

Fragmentos I

Abril 14, 2008

.não-foto.

What Tarot Card are You?

Abril 11, 2008

You are The Hierophant

Divine Wisdom. Manifestation. Explanation. Teaching.

All things relating to education, patience, help from superiors.The Hierophant is often considered to be a Guardian Angel.

The Hierophant’s purpose is to bring the spiritual down to Earth. Where the High Priestess between her two pillars deals with realms beyond this Earth, the Hierophant (or High Priest) deals with worldly problems. He is well suited to do this because he strives to create harmony and peace in the midst of a crisis. The Hierophant’s only problem is that he can be stubborn and hidebound. At his best, he is wise and soothing, at his worst, he is an unbending traditionalist.

What Tarot Card are You?
Take the Test to Find Out.

Teste inútil da semana, via Clarah.

A Justiça brasileira quer tirar o WordPress.com, domínio sob o qual estão uma penca de blogs, do ar.

A ordem judicial, assinada pelo juiz Maury Ângelo Bottesini, da 31a Vara Cívil de São Paulo, no último dia 19 de março, pede à Abranet – Associação dos Provedores de Acesso do Brasil – que execute o bloqueio de um blog no portal WordPress.com.

Lá esteve publicado um vídeo de sexo explícito veiculado pelo YouTube e já retirado do ar. Era um caso de violação de privacidade típico da rede. A moça foi filmada, alguém veiculou o filme.

O problema é que os provedores, que oferecem acesso à Internet no Brasil, só podem bloquear o site pelo seu IP – o endereço numérico. Isto representaria tirar uns bons mil blogs do ar.

Por enquanto, os provedores de acesso estão se fazendo de mortos. Como não foram citados como réus no processo, nada fazem.

É evidente que a situação é delicada. Há uma pessoa que foi vítima da estupidez de um sujeito sem caráter. O juiz não sabe que, ao bloquear um blog, bloqueia também outros mil. O que deve prevalecer? O direito de uma pessoa à sua privacidade ou o da sociedade a ter acesso a informação? É o direito da sociedade.

Neste caso em particular, o acusado pela divulgação do vídeo é conhecido – e, se julgado culpado, deve ser punido.

Mas este é mais um caso em que a Justiça brasileira mostra não compreender a Internet.

Atualização – Uma versão anterior deste post tinha o endereço do blog censurado. Acontece que o endereço é também o nome da vítima. Como o endereço foi publicado por ordem judicial pública, considerei que o segredo não cabia. Após uma discussão abaixo, nos comentários, me vieram dúvidas. Na dúvida, retirei.

Alguém por favor pague um cursinho de internet básico para os juristas do Brasil. Ando pensando em fazer um vaquinha entre os blogueiros, usuário do Youtube e Orkut… Um comentário no blog do Pedro Dória teve a perspicácia de resumir essa situação da seguinte maneira: É como se um juiz tivesse certeza que um criminoso estivesse num grupo de milhares de pessoas. Como não consegue isolá-lo, ele resolve punir todas elas. Nada mais verdadeiro.