Mete medo.

Eu não sei se nós superamos a Primeira Guerra mesmo agora, em 2007. Foi cataclísmico e devastador. Havia uma cultura tão rica antes daquele ponto, e algo da pura feiúra mecânica da Primeira Guerra pareceu trazer à tona uma nova idade de modernismo selvagem, que, apesar de ter muitas coisas interessantes, deslocou algo. Um período talvez mais inocente da cultura foi deslocado.

Desde que li A Voz do Fogo passei a enxergar Alan Moore como um contador de histórias e um bom escritor além de um excelente roteirista de quadrinhos. Já li praticamente todas as entrevistas com o velho disponíveis na web, mas a primeira parte dessa feita pelo Joaquim Ghirotti está realmente muito boa. Eu acompanhei a história dela atráves da comunidade do Moore no Orkut, onde o Joaquim contou sobre o primeiro contato com o escritor, anunciou que ia fazer a entrevista e pediu opiniões dos membros sobre que assuntos tocar. Espero que ele tenha lembrado da minha sugestão de perguntar sobre Jerusalem, o novo livro que Alan Moore está escrevendo.

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