Savoir-Faire

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Terra da maracutaia e do canibalismo social

com 2 comentários

Uma das coisas que sempre me fritou na “ginga malandra” do Brasileiro é como ela é levada às últimas conseqüências. Roubar os pertences de mortos em um vôo e aplicar fraudes não exige apenas pouca fibra moral, mas também um bocado de sangue frio. Imagina aí: as famílias já sofrendo com tudo o que aconteceu e ainda arrumam um empréstimo em nome do falecido. Que tipo de pessoa faz isso?

Uma que pensa: “Cara, a família não vai ter que pagar, vão comprovar que é fraude. Eu só roubei empresa/banco que me forneceu a grana mesmo.” Digamos, é um baita argumento, eu me sinto seduzido por ele – só falta dizer que vai dar o dinheiro aos pobres.

Mas de alguma forma eu sinto que é algo parecido com que os políticos corruptos, nosso principal produto de exportação pra Miami, sussurram em seus gabinetes enquanto bebem uísque e fumam charutos (Cohiba, é claro). Nunca é culpa de ninguém, cada um rouba pra garantir, rouba menos porque o outro rouba mais, o outro rouba mais porque ia pra pagar a dívida externa mesmo. Coisa linda de Deus.

Nossa lei do mais forte, ou do mais filho da p*ta.

“I luv Brazil”

Escrito por Barba

agosto 6, 2007 às 13:13

Publicado em gonzotrip

2 Respostas

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  1. Na crônica desse domingo do Dídimo Paiva no Estado de Minas (uma das poucas coisas que presta no jornal) ele menciona alguns pensamentos do Charles Darwin, quando este passou por aki em 1832 a bordo do Beagle, em busca de patrocínio pros seus estudos, seguem as duas citações do diário dele sobre o Brasil:

    “Em nenhum lugar do mundo, como no Brasil, fiquei tão enojado com tanta injustiça, hipocrisia, desumanidade e crueldade”. (Dídimo Paiva lembra que, à época, Darwin viu nas ruas do Rio escravos amarrados às árvores, condenados a morrer de fome e sede)

    “Lá, se um crime, não importa quão grave seja, é cometido por um homem de posses, é seguro que em pouco tempo ele estará livre. Lá todos podem ser subornados. Que eu jamais visite uma nação escravocrata”.

    Eu fico pensando o que Darwin teria a retificar se viesse aki agora no século XXI… O artigo todo é bem legalzinho, leia se puder. Se não puder, me fala que eu te passo.

    Urfarah

    agosto 6, 2007 em 22:21

  2. Cara, quero muito, pode me passar!

    Barba

    agosto 7, 2007 em 14:45


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