Savoir-Faire

R$1,99

Amores Brutos #11

fazer um comentário »

Seis tiros foram pouco, a vadia merecia muito mais do que isso. Nem fui eu quem atirou, paguei o esquisito que sempre ficava até o bar fechar. Sabia que ele ia aceitar o serviço. Nem cobrou caro. Na verdade cobrou quase nada e disse que queria me encontrar depois do expediente. Não vou, sou mulher de família, nada como a que ele matou pra mim. Aquela ali não sabia o que é o amor, não sabia dar valor a um sentimento. Era uma biscate, mulher sem alma. Se jogava em cima do meu marido, ali, na minha frente, como se ninguém fosse ligar. Eu via as piscadas, o jeito que ela olhava. Pedia pra ele preparar a caipirinha dela toda noite que chegava no bar. Esquecia que eu estava lá também. Que eu odiava quando ela fazia isso. Que eu tinha um sentimento nunca correspondido. E ainda desdenhado muitas e muitas vezes. Meu irmão sempre falava que não dá pra amar uma mulher sem sofrer. Ele tinha razão.

Escrito por Barba

setembro 25, 2007 às 2:23

Publicado em amores brutos, contos

Etiquetado com ,

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Gravatar
WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.