Para o que passou e para o que vem
Escrever é bom, ser publicado é ótimo e ser pago por isso é melhor ainda. Por que diabos foi que eu não fiz jornalismo? Lembrei. Porque queria ser antropólogo, viajar, conhecer outras realidades, povos e pessoas – o que de fato vêm acontecendo nos últimos três anos. Porque a perspectiva máxima da maioria de quem fazia jornalismo era ser assessor de imprensa e porque muitos deles me diziam que o curso não ensinava nada de útil. Mas no fim é triste vivenciar muitas experiências e ter que fazer delas relatórios técnicos e artigos científicos, porque combinar narrativa com teoria parece exclusividade dos melhores – e sempre rola o medo de acabar fazendo uma picaretagem.
No fim, acabei indo levando em paralelo com isso tudo o desejo de virar um escritor freelancer, que acabou se materializando em alguns artigos pra revistas de RPG (yup, I’m a nerd) mas quase sempre em um trabalho muito mais caraterístico de gamedesign. Recebi pouco, quase nada, mas o dinheiro serviu pra comprar alguns livros importantes pro curso. Nesse ano decidi parar com isso porque, entre outros motivos, era uma coisa que fazia por prazer tomava um tempo e acabava não adicionando nada ao meu currículo.
Olhando pra trás eu vejo que aprendi bastante nos últimos anos e que fiz algumas coisas das quais eu tenho orgulho. O que me ensandece é a absurda falta de foco nelas (um problema que se reflete muito bem nesse blog). Desde que eu entrei nas Ciências Sociais, trabalhei com 5 coisas diferentes, fiz parte de 3 grupos de estudo, e troquei de orientador e tema de monografia várias vezes. Deu pra adquirir uma firmeza naquilo que eu quero, nas coisas que valem à pena fazer e nas que precisam ser sacrificadas em prol de uma objetividade.
Mas, por teimosia, eu ainda não desisti de escrever como freelancer, e agora, vou ver se separo um tempo pra trabalhar em cima das coisas que eu vejo e acompanho no trabalho. Algumas delas renderiam bons artigos. Só não sei pra quem, ainda.


Sabe sim… (;
Lela
outubro 18, 2007 em 15:53