Savoir-Faire

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Amores Brutos #12

com 2 comentários

Amor pra sempre não existe porque nada é eterno. Azar de quem tentou eternizar o amor, aposto que sofreu demais no processo. Se a mudança sempre foi uma constante, hoje é muito rápida. Quando ela foi embora, pensei no que tinha me dito, nas coisas lindas derramadas suavemente. Aquelas que se fala no pós-coito, entre um cigarro e um beijo, quando o mundo parece jovem e despreocupado. Mesmo que fossem mentiras, era bom acreditar nelas, dormir com o conforto anestésico de ser amado. Essa sensação, um entorpecente perigoso cujo efeito acaba mais rápido que todos os outros. Quando não se consegue mais, um buraco é aberto na alma, ali, logo acima do estômago.

Sempre dói um pouco e cada vez que eu lembro de algumas coisas, dói muito. Às vezes dói tanto que não há outra opção senão ajoelhar e chorar. Orgulho ferido, coisas rasgadas e pisadas. Mas não pra sempre. A dor vai passar, assim, bem rápido mas o vazio vai permanecer. Incomoda, belisca, mas é fácil conviver com ele.

Escrito por Barba

outubro 21, 2007 às 22:57

Publicado em amores brutos, contos

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2 Respostas

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  1. dói mas passa, como tudo nessa vida.

    rosamarques

    outubro 22, 2007 em 19:17

  2. Ainda bem, se fosse diferente ia ser muito chato.

    Barba

    outubro 22, 2007 em 21:12


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