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Amores Brutos #17

com 2 comentários

Naqueles dias eu dormia durante as tardes para poder te ver de noite. Dias longos e calourentos. Dias de pouca saúde e muito tempo. Dias de muita bebida e pouco tento. Dias que passaram preguiçosos, com muitas surpresas gratas e algumas desgraças.

Agora que eles se foram é o tempo de colher. Fatos e feitos enraizados na carne… mas que se nutrem da alma. Destroços, esboços e engôdos, do inesperado ao planejado, do que tem que vazar, destravar, despedir.

Naqueles dias eu comia uma vez ao dia e vivia várias. Dias turvos e trapaceiros. Dias de ser contrário ao mundo, de fazer do errado o certo. Dias de roubar, matar e destruir. E gargalhar. Dias de cuspir e chorar. Ah…

Para cada um deles, uma despedida, um funeral e um memorial. Para cada um de nós o melhor de outros dias.

Escrito por Barba

fevereiro 10, 2008 às 0:25

Publicado em amores brutos, contos

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2 Respostas

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  1. “Naqueles dias eu comia uma vez ao dia e vivia várias” – “eis uma frase” (parafraseando o S’antanna). Lindo, me lembrei de várias referências, até do punk rock do Princípio Ativo*, que também fala de emoções que nos penduram quando só resta “chorar, matar, morrer ou destruir”.

    *http://tramavirtual.uol.com.br/mp3PlayerW.jsp?id_musica=131730

    anamarla

    fevereiro 10, 2008 em 1:31

  2. Obrigado!
    Na verdade quando acabam os dias só nos resta procurar outros.

    Barba

    fevereiro 10, 2008 em 10:37


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