Amores Brutos #17
Naqueles dias eu dormia durante as tardes para poder te ver de noite. Dias longos e calourentos. Dias de pouca saúde e muito tempo. Dias de muita bebida e pouco tento. Dias que passaram preguiçosos, com muitas surpresas gratas e algumas desgraças.
Agora que eles se foram é o tempo de colher. Fatos e feitos enraizados na carne… mas que se nutrem da alma. Destroços, esboços e engôdos, do inesperado ao planejado, do que tem que vazar, destravar, despedir.
Naqueles dias eu comia uma vez ao dia e vivia várias. Dias turvos e trapaceiros. Dias de ser contrário ao mundo, de fazer do errado o certo. Dias de roubar, matar e destruir. E gargalhar. Dias de cuspir e chorar. Ah…
Para cada um deles, uma despedida, um funeral e um memorial. Para cada um de nós o melhor de outros dias.


“Naqueles dias eu comia uma vez ao dia e vivia várias” – “eis uma frase” (parafraseando o S’antanna). Lindo, me lembrei de várias referências, até do punk rock do Princípio Ativo*, que também fala de emoções que nos penduram quando só resta “chorar, matar, morrer ou destruir”.
*http://tramavirtual.uol.com.br/mp3PlayerW.jsp?id_musica=131730
anamarla
fevereiro 10, 2008 em 1:31
Obrigado!
Na verdade quando acabam os dias só nos resta procurar outros.
Barba
fevereiro 10, 2008 em 10:37