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Burnside continua chorando no meu ouvido, falando sobre assassinatos e amores (achados e perdidos). O sofrimento que impera no blues dele nem combina com o agora, mas parece ser consoante com alguma parte melancólica desse quarto. Sei que ele parou de tocar sua guitarra quando não pôde mais beber, o que diz muito sobre como fazia sua música – de alguma maneira, recorrendo a um clichêzão, também diz muito sobre a vida.
Quando eu ainda freqüentava a igreja, escutava o pastor falando que a vida plena seria vivida no Paraíso, ao lado do Senhor. Sempre achei isso estúpido e conveniente – e espero que o pastor ainda tenha tempo de repensar isso. Mas a vida não “é agora”, isso já ficou para propaganda de cartão de crédito… Ao menos o Burnside, um alcoólatra produtivo e apegado a sua música e ao trabalho no campo, fez o que queria e preferiu o bourbon ao bordão.


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Lula Atkins
junho 20, 2008 em 10:09