Chora, chora e depois…
When you use Napster you’re downloading comunism!O método utilizado pelo Radiohead não deu tão certo quanto era esperado. De acordo com o site Remixtures, 62% das pessoas que baixaram o CD In Rainbows não pagaram nada por ele, e quem pagou (por volta de 465 mil pessoas) manteve a média de seis dólares. Isso deu uma média de US$ 2,26 por CD. De acordo com o Slashdot, a banda Nine Inch Nails declarou um rendimento de US$ 1,6 milhão com a iniciativa.
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Se ao invés de irritar os fãs por causa arranhões que o Napster causava às suas gordas contas bancárias os integrantes do Metallica tivessem tentado lucrar com a internet pelo menos 5 anos antes… É curioso a matéria dizer que uma média de US$ 2,26 por CD é fruto de um resultado “não (…) tão certo quanto era esperado”, quando isso é bem mais do que um artista recebe por um CD vendido. Madona anda vendendo seu novo a preço de banana, Prince chegou a distribuir uns discos de graça… todo mundo sempre soube que se lucra pouco em cada disco vendido.
Agora a distribuição eletrônica parece mudar um pouco a coisa de figura: o processo de intermediação da gravadora cai por terra, o artista tem um alcance virtualmente ilimitado [internet chega onde não há lojas de discos], etc… Lucra-se alguma coisa com o processo de distribuir os álbuns “gratuitamente” – indepentende disso eles vão ganhar a internet.


O “problema” do mp3 é que as pessoas só ouvem ou pagam por uma música quando elas gostam da música. Agora, os números podem ser medidos e contabilizados ao vivo. Você sabe exatamente quantos downloads o mp3 teve no seu site. Antes a gravadora dizia que o disco vendeu tanto e as pessoas acreditavam. Agora, artistas que pareciam muito populares não geram tanto download assim, e outros artistas completamente desconhecidos fazem um sucesso estrondoso, quase sempre com idéias simples e baratas. Se o “OK GO!” tivesse ganho 1 dólares com cada “view” que o clip das esteiras rolantes gerou, eles teriam gerado mais lucro do que o disco novo da Madonna, do Michael Jackson ou de qualquer outro “”ídolo pop”".
Lenta e gradativamente as pessoas vão descobrindo que podem gostar do que quiserem na hora que quiserem, e não preciso mais obedecer ao que diz a mídia.
Daniel Poeira
junho 14, 2008 em 15:38