Amores Brutos #19
Era para ser uma travessia. Cruzar de um lado ao outro, como se faz em tempos de mudança. Foi você quem sinalizou, me convidou a te aguardar. Mas era uma travessia pesarosa, doentia. Um martírio onde lugar nenhum pode ser alcançado. Remar na terceira margem, dizem, pode durar para sempre. Agora, percebo, que os passos eram apenas voltas: correr atrás do próprio ego.
Agora me convida a compartilhar essa infâmia, remar no centro, observando a correnteza passar. Do fundo da ignorância é possível saber que quem desconhece o fluxo das coisas está condenado a viver nele, sem nunca segui-lo.
Não senhor. Atravessar é preciso.


(e sem nem mesmo sabê-lo)! reação ao próprio reflexo, congelado no fluxo da própria imagem.
É simples, passar a viver fora, nas terras altas, sem margens! até encontrar um rio novo! e olha que as metáforas servem prá que eu sempre diga que as odeio!
Rá!
Luiz
junho 14, 2008 em 15:31
Gostei muito deste escrito. Parece uma parábola. O que gosto do teu blog é que você escreve de verdade.
tina oiticica harris
junho 15, 2008 em 0:08