Savoir-Faire

R$1,99

Amores Brutos #19

com 2 comentários

Era para ser uma travessia. Cruzar de um lado ao outro, como se faz em tempos de mudança. Foi você quem sinalizou, me convidou a te aguardar. Mas era uma travessia pesarosa, doentia. Um martírio onde lugar nenhum pode ser alcançado. Remar na terceira margem, dizem, pode durar para sempre. Agora, percebo, que os passos eram apenas voltas: correr atrás do próprio ego.

Agora me convida a compartilhar essa infâmia, remar no centro, observando a correnteza passar. Do fundo da ignorância é possível saber que quem desconhece o fluxo das coisas está condenado a viver nele, sem nunca segui-lo.

Não senhor. Atravessar é preciso.

Escrito por Barba

junho 13, 2008 às 14:25

Publicado em amores brutos, contos

Etiquetado com ,

2 Respostas

Assinar os comentários com RSS.

  1. (e sem nem mesmo sabê-lo)! reação ao próprio reflexo, congelado no fluxo da própria imagem.
    É simples, passar a viver fora, nas terras altas, sem margens! até encontrar um rio novo! e olha que as metáforas servem prá que eu sempre diga que as odeio!

    Rá!

    Luiz

    junho 14, 2008 em 15:31

  2. Gostei muito deste escrito. Parece uma parábola. O que gosto do teu blog é que você escreve de verdade.

    tina oiticica harris

    junho 15, 2008 em 0:08


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Gravatar
WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.