eeePC!
Junho 24, 2008

O meu vai ser preto!
Um dos grandes problemas que eu sempre tenho quando estou trabalhando é a realização de relatórios. Vou para campo, faço entrevistas, fotografo, observo e depois de tudo preciso entregar um relatório em X dias. Na maioria das vezes é um relatório simples, mas quase sempre é demorado de se fazer. O problema tem sido o de sistematizar informação, porque meus cadernos de campo sempre vêm abarrotados de referências, nomes, datas, trechos de falas.
Quando o dia não é tão desgastante, eu costumo a passar as coisas a limpo e fazer um pequeno texto que resume os pontos principais de cada tema pesquisado para o relatório. Isso ajuda muito, além de fazer com que o “frescor’ da informação torne o texto rico e bem escrito. O problema é que eu SEMPRE tenho que digitar tudo depois que volto – e geralmente em casa, o limbo da produtividade pessoal.
Eu queria dar um jeito de fazer com que isso acontecesse menos, o mínimo possível. O ideal seria voltar do campo com um “esqueleto” do relatório ensaiado, que seria mais fácil de elaborar no momento e facilitaria bastante a produção final – além de aumentar visivelmente a qualidade.
Obviamente para que isso funcionasse seria necessário um notebook, mas não qualquer notebook. Teria que ser algo que eu pudesse carregar sempre comigo, porque às vezes fico em pensões que mal têm trancas nos quartos. Mas mesmo sendo leve o suficiente para ser carregado pra lá e pra cá não, não seria legal um notebook com partes mecânicas: cansei de ver HDs de notebooks de outros colegas de trabalho dançarem no sacolejo do ônibus, do jipe ou da boleia do caminhão.
Ano passado, numa conversa de ônibus, um amigo tinha me dado a sugestão de comprar um palm e acoplá-lo a um tecladinho. Achei a sugestão interessante, já que tudo o que eu precisava era de um processador de textos simples e os palms costumam ter um desses. Mas, então, em algum momento ele perguntou porque eu não comprava um eeePC.
Como eu não tinha a mínima idéia do que se tratava, ele foi me contando que era um notebook muito portátil, sem HD. Ele me descreveu o produto, mas não gostei da idéia de apenas 4G de espaço e a telinha de 7” polegadas. Na verdade nada disso importava muito se não fosse o preço que girava em torno de R$ 1.200 na época. Por R$ 1.600 eu comprava um notebookzinho humilde com mais recursos.
Mas grande parte do preço estava embutido na portabilidade. Fui no site da Asus fuçar as configurações e descobri que nenhum deles pesava mais de um quilo. O preço do eeePC vinha caindo desde então e decidi que quando chegasse próximo de R$ 900 eu compraria.
Acontece que quando eu achei nessa faixa de preço, na verdade até mais barato que isso, um modelo novo tinha sido lançado. Tela de 8.9”, 1G de memória RAM e 20G de espaço em disco. O preço? R$ 1.400. Ia usar o dinheiro pra viajar, mas achei que era a hora de estourar o porquinho e investir algumas economias em uma coisa útil. E nerd.
Então encomendei o bendito hoje.



Junho 24, 2008 at 3:19 pm
Bem vindo a modernidade. (;
Junho 25, 2008 at 1:10 am
melhor, né! imagina!
Junho 25, 2008 at 12:21 pm
Ohn, que fófis. Parece um Nintendinho DS crescidinho. Mas isso vai te facilitar a vida imensamente, viu…
Eu ainda compro um macbook, mas por enquanto não vejo real necessidade… tenho computador em casa e no trabalho, e não faço serviços ‘em campo’. Quem sabe um dia se eu for nos eua, não volto com um. =P
Agosto 24, 2008 at 7:52 pm
[...] Deixando essas bobagens de lado, é bom lembrar que em outros posts eu escrevi sobre os meus motivos pra comprar o subnotebook, sobre como foi complicado adequar o sistema operacional dele às minhas necessidades e sobre a [...]