
23/08/2008
… tudo o que vêm acontecendo é, de certa forma, parte de um enorme teste, de um julgamento divino, de um mosaico de dor e prazer sem limites; fujo da dor tanto quanto fujo do prazer e hoje já nem faço uma distinção dos dois que não seja da ordem da sutileza. [...] O que isso causa é uma esterilidade da esperança. Era muito para ser verdade? Sempre é. E de todo modo não é verdade? São essas coisas que passam por lugares para onde não queremos olhar. Onde brilha uma chama intensa do que pode ser, e de repente tudo se vai com um sopro. [...] Todo sofrimento infligido é perdoável, mas nenhum é passível de ser esquecido. Perdão e esquecimento não são coisas da mesma ordem. É preciso lembrar justamente para prosseguir. E XXXXX, de um contato intenso, de um deleite, não pode ter esquecimento. Tanto quanto deve ir para debaixo do tapete do desinteresse. [...] Os espaços vazios existem para mostrar uma expressão da qual fazem parte, uma falta, uma forma de não-ocupação. [...] O que preferir: a infelicidade ou a indiferença? [...] Satisfação e saciedade são tão distintas que talvez jamais possam ser alcançadas ao mesmo tempo. [...] Um dia falei que as coisas precisavam ser loucas para que fizessem algum sentido e hoje já não vejo qualquer sentido que, em algum grau, não permeie a loucura.


sem perder a espontaneidade! é de diferença e repetição q deve dizer o sentido da dor e do prazer. de ordem outra, que não mais “um” afim, não poder tornar-se um parente definitivamente! é uma forma de afinizar incessantemente aquilo q tenderia ao mesmo! afinidade, mano! consanguinizar é sim, no seu limite potencializar a afinidade!
rizoplan
setembro 1, 2008 em 23:30