Satã
“Vivia na Arábia um sultão…“
Ando tentando assistir todos os bons filmes que deixei de ver por preguiça ou falta de oportunidade. Meses atrás comecei com A Queda, Terra Fria e (riam) Diários de Motocicleta. Essa semana a surpresa foi Madame Satã (2002, 105 min., Brasil). Tinha uma curiosidade grande com relação ao Madame Satã desde quando eu li uma entrevista com o finado Nelson Gonçalves – ele contava algumas histórias e falava de quando se conheceram. Um boêmio homossexual, capoeirista e cafetão certamente devia ser uma figura única, quase absurda. Karim Aïnouz também se interessou por ele o suficiente para contar uma boa história A recriação do meio boêmio da década de 30 me pareceu bastante fiel, especialmente pela trilha sonora – na maioria das vezes ambiente. As cenas homoeróticas incomodaram muitos em Cannes, mas não achei elas mais ousadas ou chocantes do que muito que aparece pelas telas afora. Embora a narrativa tenha um ritmo próprio, fragmentado, Madame Satã entrou para o meu santuário de bons filmes – daqueles que único grande defeito é não durar mais.



já viu “O Céu de Suely”, do mesmo diretor? Não é tão bom quanto “Madame Satã”, mas vale bem a pena.
Rogério
setembro 24, 2008 em 14:15