Savoir-Faire

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Nua, ela escreve sobre a pele. Grava todas as palavras que eu queria gravar, palavras só minhas. Uma vestidura de verbo, feita feito luxo. Dispêndio de espírito impresso em carne delineando a forma imperfeita em completude. Convida, cruza o olhar de maneira a reter tudo em mãos… em braços e pernas de um corpo que não tem fim. Ou limiar. Mas a parábola que desejo não detém suavidade alguma, é feita amontoando golpes sobre pequenas letras sujas, derramadas. É limitada, incompleta, limítrofe. Em uma fronteira qualquer há punhado de tinta borrada por dedos duros mas as palavras, essas permanecem.

Escrito por Barba

setembro 14, 2008 às 9:24

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