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Seis dias depois, entre a chuva e o sangue, é possível perceber que não há outro caminho a não ser aquele que se decide seguir. Não há conforto nem sofrimento absolutos tal como não há rosa que não tenha espinho: uma lição que alguém só pode aprender depois de arrancar e experimentar todas as pétalas que lhe forem oferecidas. Essa mortandade fria, sempre presente quando algo deixa de ser, é uma espécie de legado daquilo que foi abandonado, deixado de lado, esquecido, despropositadamente ou à força. Porque sim, nada é mais poderoso que o esquecimento, a capacidade de renovar com a qual os homens de memória justíssima jamais poderão experimentar. E é para o novo que o caminho escolhido sempre aponta – todo rumo é rumo ao esquecimento.

