Filmorama I
Comentários randômicos a respeito de filmes vistos recentemente.
Os Falsários
Os Falsários (Die Fälscher): Filme bom como eu não via há muito tempo. Sally Sorowitsch, o protagonista, é um artista especialista na arte de falsificar. Seu azar é viver na Alemanha em 1939, onde é preso e mandando para um campo de concentração. Mas Sally é uma raposa velha e consegue usar seu talento para arte como trunfo, agradando oficiais com murais e pinturas de temas nazistas. Em 1945 ele é enviado para um outro campo, onde outros artistas e profissionais judeus se reúnem sob o comando da SS para forjar dinheiro e passaportes em larga escala. Atuação fina, roteiro decente, fotografia ótima. Podem assistir.

O Leitor
O Leitor (The Reader): Tenho preguiça letal de noventa por cento dos filmes de drama que assisti – especialmente uma obviedade como Closer. Fui ver O Leitor meio sem saber do que se tratava e gostei. Enfim, enquanto muita gente criticou o filme por achá-lo meio inverossímil ou por, acreditem, fazer parte de uma conspiração de pedófilos negadores do Holocausto, eu achei interessante. Os tipos de tragédia, de indecisão e paralisia retratados em O Leitor não são exatamente factuais. Talvez o filme pareça melhor se eles forem entendidos como metáforas.

Australia
Australia: Não sei exatamente o que dizer de Australia. O filme trabalha alguns clichês de maneira divertida, o que é um ponto a favor. Se ele fosse só isso seria algo como um A Múmia melhorado, mas infelizmente a parte “dramática” é um pé no saco e tira toda a diversão meio pulp da história. O mundo não precisa de outro E o Vento Levou, então só assista se você não tiver nada melhor pra fazer.

Deixe Ela Entrar
Deixe Ela Entrar (Låt den rätte komma in): Um filme que tematiza vampiros de maneira sutil e elegante é raro. É bom encontrar algo interessante em meios a poços de tédio como Crepúsculo ou Anjos da Noite – últimos grandes expoentes do gênero. Deixe Ela Entrar é uma mistura bizarra de carinho inocente e ultraviolência, entre ambições infantis e poderes eternos. É provavelmente um dos melhores filmes de vampiro já feito. Assista, já.


O Let the Right One In é maravilhoso. Meu filme favorito de 2008. Agora, tava dando uma pesquisada sobre o livro original, e tem explicações curiosas sobre alguns momentos do filme. Você se ligou que a menina na verdade é um menino?!
Garrell
março 31, 2009 em 0:02
Cara, em alguns momentos eu pensei que isso fosse possível – me falaram que é assim no livro – mas tem uma hora em que ela aparece nua e não tem “nada” lá, parece o corpo de uma menina pré-púbere.
A sacada mais foda é em relação ao “pai” dela que aparece no começo. Há muitos sinais de que ele na verdade a encontrou numa situação muito parecida com a que o Oskar vive no filme – ele aparenta ser uma espécie de servo no início, mas demonstra ciúme e algum poder sobre ela. Sei lá, gosto de pensar que o velho bizarro e mal-humorado já foi um dia um moleque inocente seduzido por uma vampira andrógina bizarra.
Barba
março 31, 2009 em 1:12
O deixe ela entrar é realmente muito bom. Quanto a menina ser um menino, isso vale para o filme também, quando ela aparece nua, no lugar do orgão genital há uma cicatriz, mostrando que na verdade “ela” é um menino eunuco. E quanto a parte do velho bizarro eu conconrdo com você Barbi, acho que ele era o “Oskar antigo”.
Caipira
abril 2, 2009 em 3:27