E quando não há nada para ser escrito? Mesmo depois de um mês em campo, dias na estrada, e uma enxurrada de coisas novas e velhas ocupando cada espaço da minha cabeça não há nada para ser escrito. Ando com uma sensação de que sempre lotei esse espaço de obviedades, coisas que não me inspiram mais: são história. Ou melhor: historinha. O esforço de escrever é parte de um aprendizado, de uma tentativa de colocar em prática aquelas idéias que martelam a cabeça no tempo derradeiro do silêncio, do não-estímulo – segundos que andam meio preciosos nesses dias de tanta informação. E escrever sempre vai ser aprender, porque esse blog pode chamar Savoir-Faire, mas não tem qualquer relação comigo, que não sei muita coisa – muito menos escrever. Coloquei esse nome por causa de uma música do Rocket From the Crypt, que nem é a que eu mais gosto… O fato é que eu reli alguns textos que tinha gostado muito de escrever, os quais considerava bons de alguma maneira, e tudo o que consegui foi sentir uma vergonha absurda da quantidade de erros. Basta dizer que deu vontade de fechar o barraco, pedir a conta.
Felizmente vergonha na cara nunca foi o meu forte, então acho que vou continuar me queimando por aqui.


Ainda bem que você continua por aqui!
Continue se queimando!
Fagner Lima
agosto 24, 2009 em 13:08
Ai que exagero, Barbi…
Matriosca
setembro 1, 2009 em 15:32
não pára, maluco!
rizoplan
setembro 14, 2009 em 1:58
Drama King!
Barba
setembro 20, 2009 em 8:20