Quando um governador anuncia que um determinado ministro é “veado e fuma maconha” já se configura uma grosseria sem limites. Afirmar então que pretende “correr atrás e estuprar” o tal ministro caso ele apareça em sua cidade é o absurdo em sua forma pura. Recentemente o governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, dirigiu essas doces palavras a Carlos Minc, Ministro do Meio Ambiente. Não gosto do Minc, não acho que ele tem metade da força e da coerência que Marina Silva tinha no cargo. Também não quero escrever sobre política ambiental.
O que me incomoda é o fato de Puccinelli ter feito uma declaração mais escabrosa do que o “estupra mas não mata” de Maluf e isso ter passado batido. A fala dele não só têm um teor homofóbico no mais alto grau como também me parece uma espécie de apologia ao estupro. Fora a réplica do ministro – que basicamente disse que o governador devia sair do armário – não houve qualquer reação negativa. Porra, o cara disse que ia ESTUPRAR o outro e não havia qualquer metáfora envolvida. Alguém aí conhece alguém que foi estuprado? Tem noção de que tipo de violência o ato envolve? Das conseqüências para a vítima?
Pois.
Agora além de ladrões e assassinos, temos estupradores em potencial na política do Brazzzil.

