Canibalismo Pop

Maio 7, 2009

Issei Sagawa

Issei Sagawa

Pra dizer a verdade, não entendo como todas as pessoas não sentem essa urgência de comer, consumir outras pessoas.  [...] O que há de errado em comer? Georges Bataille acreditava que o beijo é o começo do canibalismo, e eu concordo. Acho que é o mesmo instinto de querer saborear o outro. Mesmo assim, é minha opinião.

Issei Sagawa, um homem qualquer de meia idade, é um canibal. Sua única vítima foi uma mulher francesa, uma colega nos tempos em que cursava pós-graduação na Sorbonne. Por algum motivo que eu ignoro, Sagawa é uma espécie de celebridade no Japão e uma entrevista com ele pode ser encontrada na Vice Magazine.

Se tiver estômago fraco, não leia.

Revolver Ocelot

Março 16, 2009

Armadilha de Satanás

Março 6, 2009

O mundo virou de pés pra cima
O mundo virou de pernas pro ar
Cuidado, cuidado povo de Deus
É uma armadilha de Satanás

La Oruga Humana

Janeiro 24, 2009

Em Bollywood

Setembro 19, 2008

Mmm, uma versão cinematográfica de Transmetropolitan filmada em Bollywood que conta uma história de amor e tem Shahrukh Khan no papel de Spider Jerusalem. O mundo não pode ficar melhor. Ok, talvez se refilmarem Senhor dos Anéis em algum estúdio nigeriano ou se o MinC resolver bancar a versão cinematográfica de Caminhos do Coração.

Pena que o poster é fake, do contrário eu já saberia o que procurar no Pirate Bay hoje à noite.

A guerra civil de todo dia

Setembro 18, 2008

Space Brownie Fail

Agosto 20, 2008

… and I think we’re dead.

Rei do spam mata família e se suicida

Com tantos milhões de pessoas desejando a morte dele toda vez que checavam e-mail o resultado não podia ser outro.

Levantamento englobando 1.400 pesquisadores de 60 países foi feito pela revista ‘Nature’. Necessidade de melhorar concentração é citado como principal razão do ‘doping’.

A era do doping científico pode ter começado, a julgar pelos resultados de um levantamento feito pela revista especializada britânica “Nature”. Um em cada cinco pesquisadores que responderam um questionário on-line da publicação admitiram o uso de drogas para melhorar seu desempenho intelectual. São medicamentos normalmente empregados contra doenças do sono, hiperatividade e problemas cardíacos, que agora estão sendo colocados a serviço da mente dos cientistas sem prescrição médica.

A “Nature” havia colocado o questionário em seu site no começo deste ano, estimulada por um artigo especulativo de neurocientistas da Universidade de Cambridge. Barbara Sahakian e Sharon Morein-Zamir haviam feito uma enquete de pequena escala com seus colegas a respeito do uso desse tipo de droga e perguntado se estariam dispostos a usar tais substâncias para melhorar seu desempenho. As reações do público da “Nature” foram tão fortes que a revista se viu motivada a realizar sua própria pesquisa.

O questionário foi respondido por 1.400 pessoas de 60 países. Além de perguntas mais genéricas sobre as opiniões pessoais dos cientistas a respeito do uso de “doping”, a revista decidiu enfocar um trio de substâncias já conhecidas por seu uso entre estudantes desesperados.

A tríade abrange o Ritalin (princípio ativo: metilfenidato), normalmente usado para tratar hiperatividade ou distúrbio do déficit de atenção e empregado informalmente; o Provigil (modafinil), que atua contra problemas de sono mas também combate o cansaço e a desregulação do relógio biólogico; e os chamados betabloqueadores, que os médicos recomendam contra arritmia cardíaca, embora tais drogas também possam atuar contra a ansiedade.”

No admirável mundo da “gonzociência” o júri do Prêmio Nobel deveria ter uma política anti-dopping. Obviamente se a pesquisa tivesse contado o uso de álcool, cafeína e nicotina os números seriam outros. Assim que ingressei na faculdade um amigo comentou que deveria ter uma espécie de bolsa que teria o fim específico de abastecer os cientistas de café e cigarro. Haveriam maquininhas espalhadas pelos campi e cada pesquisador teria um cartão para extarir delas um expresso ou maço de Marlboro – o DCE ia reclamar do financiamento pela iniciativa privada, mas até os colegas comunistas iam ambicionar o cartãozinho.

Essa notícia evidencia alguns fatos interessantes. O que mais me chamou a atenção foi o uso de remédios contra a ansiedade – mais um dos “pequenos” males da modernidade – tão comum em que qualquer um que se dispõe a pesquisar. Os resultados precisam aparecer mais cedo ou mais tarde e não necessariamente saem de acordo com o esforço empregado. O outro é o fato de que são cientistas, sujeitos pensados pelo senso comum como “esclarecidos”, aqueles que estão fazendo o uso de drogas sem muito critério ou prescrição médica.

Mas o que eu gosto mesmo mesmo nesse tipo de estudo é que ele escancara uma questão que ainda é muito mistificada socialmente: a do uso de drogas. Pessoalmente, não acho que seja seguro tomar anfetaminas e traqülizantes como forma de compensar demandas difíceis ou problemas causados pelo excesso de trabalho. Mas isso acontece e aparentemente é bem comum. Já ouvi de pessoas que trabalham em redações e agências que é comum tomarem um “rebite” quando uma deadline está próxima – algumas vezes por orientação da própria chefia.

Se pensarmos nos nossos índices de automedicação para fins não-terapêuticos- recreativos, estéticos, arbortivos, etc – é fácil ver que a boa parte da “droga” que se consome vem das farmácias e não dos morros. Que tipo de postura a Sociedade Civil e o Estado deveriam sustentar para tratar disso? Talvez uma que se baseasse mais em fatos e estatísticas analisados por esses mesmos cientistas (”drogados”) que em demagogia produzida para levantar votos dos defensores da moral.

PS: Esse não é exatamente o tipo de texto que eu gostaria de escrever comentando uma notícia tão interessante. Ando irritado com a minha dificuldade em concluir alguns argumentos mas decidi que escrever é a melhor maneira de resolver isso. Pensei ontem que é válido manter as notícias comentadas porque elas sempre dão idéias de pautas interessantes.


I object!

Deputados analisam desenhos do Cartoon Network

SÃO PAULO – Com a CPI do mundo real presa a um enredo de poucas emoções, um grupo de deputados resolveu investigar mazelas de ficção. Integrantes da Comissão de Defesa do Consumidor, da Câmara, promoveram ontem uma audiência sobre o conteúdo da programação do canal de desenhos Cartoon Network, veiculado pela TV paga.

Mesmo sem poderes para quebrar sigilos, os deputados identificaram, com a devida ajuda da assessoria técnica parlamentar, o inimigo, o suspeito de desvirtuar os bons costumes: Harvey, o advogado. Trata-se uma reencarnação animada do Homem Pássaro, super herói careta que fez sucesso nos anos 70. Harvey atua como um advogado, ao lado de seu antigo mascote, agora escrivão, Vingador, solucionando casos jurídicos entre personagens de séries animadas criadas por Hanna-Barbera, como Fred Flintstone e Scooby-Doo. No desenho, os personagens passam por experiência mundanas e existenciais, algumas vezes erótica. Isso provocou revolta na Câmara.

Embora, nem Scooby-Doo nem Barney e Fred tenha feito uso de cartão corporativo ou produzido dossiês. Os deputados Celso Russomanno (PP-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG) chegaram a advertir o diretor-executivo jurídico da Net TV, André Muller Borges, de que ele tinha sorte por estar depondo a uma comissão temática, e não a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). “Se aqui fosse uma CPI, o senhor estaria encalacrado“, disse Delgado, sinalizando que Borges poderia ter sido preso por mentir. O deputado Barbosa Neto (PDT-PR), que convocou a audiência pública, exibiu trechos de desenhos animados, veiculados pelo canal Cartoon Network, com cenas de violência, como esfaqueamento e suicídio: “Fiquei chocado, porque crianças assistem a esses desenhos“.

Sem comentários, a notícia do Estadão coloca o ridículo da situação bem demais….

Proibido é mais gostoso

Março 29, 2008

Exército da Alemanha Oriental ‘fazia filmes pornô’

Apesar da pornografia ser proibida nos países comunistas, o exército da antiga Alemanha Oriental produziu seus próprios filmes pornográficos entre 1982 e 1989 – até a queda do Muro de Berlim -, segundo revelou um documentário do canal de TV alemão MDR exibido nesta quinta-feira.

(…)

Schürtz disse que os filmes foram produzidos com o apoio velado de altos oficiais do exército e do partido socialista, que gostavam de ver as fitas.

“Todos os chefes vinham para essas exibições – seja porque estavam curiosos, ou simplesmente por pura luxúria”, disse ele.

Na produção, foram usadas câmeras com filmes de 16 mm e hospitais militares foram utilizados como estúdios. A maioria dos “atores e atrizes” eram empregados civis do exército, que foram discretamente convidados a participar das produções.

“A gente perguntava se elas queriam participar e quase todas diziam ’sim’ imediatamente”, disse ele.

Apesar da grande popularidade do nudismo na Alemanha Oriental, a pornografia era oficialmente banida dos cinemas e da TV. No entanto, várias produções clandestinas circulavam no país, feitas em sua maioria em segredo por unidades de filmagens de cooperativas trabalhistas.

Esses vídeos vão se tornar objeto de desejo, pela perversão ou pelo consumismo kitsch, se alguma produtora editar e comercializar esses vídeos vai ganhar algum dinheiro. Melhor ainda se esperarem a divulgação dos vídeos feitos pelos exércitos da China, de Cuba e da Coréia do Norte.