Princípios do nosso Cargo Cult
Junho 7, 2009
Sebben & Sebben
Maio 19, 2009
Congratulations! You made the decision to grab the brass ring, to join the proudest workfield in the industry, the leaders on their field. The strongest, the proudest. People on the pinnacle of their profession. In one word: winners. And as the same goes: winners take all!
PAULAR Imóveis = Extorsão Softcore
Abril 27, 2009
Nota: o que está relatado nesse post se passou com uma imobiliária de Belo Horizonte, que funciona na parte nobre da Zona Leste, perto de uma pracinha simpática. Em respeito à pessoa que passou por essa situação comigo, estou omitindo no nome da empresa – que vou chamar carinhosamente de PAULAR Imóveis.
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Ando naquela correria para alugar um imóvel há mais de três meses. Visitas a tudo quanto buraco anunciado pelas imobiliárias, luta pra conseguir toda a extensa documentação exigida. Com tudo em mãos e uma casinha simpática em vista, demos entrada num processo que correu super bem, contando com um corretor gente boa e uma imobiliária razoável.
Mas no meio da história, acabamos achando um imóvel muito melhor. Mais amplo, mais conservado, não muito mais caro e na mesma região. Só havia um detalhe: a imobiliária, PAULAR Imóveis exigia todos os documentos autenticados. Fomos atrás dos fiadores e gastamos quase um mês para conseguir reunir e autenticar toda a documentação exigida pelo grupo.
Ao apresentar a documentação, a atendente nem titubeou: “Senhor, essas comprovações têm mais de um mês e precisamos de outra que seja, pelo menos, do mês passado”. Ok, isso deve estar baseado na suposição de que meu fiador é de alguma organização internacional criminosa e deve ser provável que sua renda, propriedade do imóvel e estado civil mudem em um espaço de trinta dias, bem como sua aparência facial e impressão digital… A documentação tinha 40 dias, mas aparentemente isso não é suficiente para provar à imobiliária que temos bons fiadores.
Os fiadores emprestaram documentos pessoais e gastamos mais de R$ 100 em autenticação, fora o tempo e dor de cabeça. Mas a PAULAR Imóveis é irredutível, mesmo com a documentação abundante e fiadores em excelentes condições, eles vão se recusar a abrir a sua ficha a não ser que você pague o seguro.
Isso mesmo, se qualquer documento que você traz é virtualmente inútil, seu dinheiro é muito bem-vindo. Antes que fique claro, que a relação entre locador e locatário no Brasil funciona nos mesmo termos de um empréstimo: você está em desvantagem e a imobiliária pode exigir qualquer tipo de comprovação. A questão é que a PAULAR Imóveis pediu a documentação sob uma condição e, na hora da apresentação, colocou outra sob uma justificativa nada razoável.
A idéia é essa mesmo: fazer com que você dê voltas em torno do próprio rabo e, no final, entre para esse paraíso onde todos os locatários são, por suposto, ladrões e pague o seguro. A busca por um imóvel continua, mas fica aqui a recomendação para que outros passem longe da PAULAR ou, pelo menos, já cheguem lá dispostos a ceder a essa pequena prática de extorsão.
H is for Heroin
Março 15, 2009

I

II

III
Ditatômetro Savoir-Faire 0.1 beta
Março 5, 2009
Como eu não assino a Folha, não tive acesso ao polêmico editorial da “ditabranda” até ler esse artigo do Observatório da Imprensa, linkado no blog do Carlos.
A pergunta que não quer calar é: existe ditadura que põe só a cabecinha? Que estupra mas não mata? Se pensarmos como os editores da Folha, isso existe e tem nome: ditabranda. Penso até em um slogan “Ditabranda: porque os nossos torturadores antidemocratas são melhores que os dos outros”.
O regime de Alberto Fujimori, muito bem lembrado pelo infeliz editor da Folha, contava com uma polícia pessoal do presidente que cometeu atrocidades sob a justificativa de combater o Sendero Luminoso. Os homens de Fujimori torturaram guerrilheiros, camponeses, indígenas – os últimos, por sua vez também eram torturados e mortos pelos guerrilheiros do Sendero – e ao fim foram incapazes de capturar Abimael Guzmán. Esse, foi preso pela polícia “de verdade”, cujos chefes ainda sabiam o que era investigar.
Mas olha, podemos dizer que Fujimori só fez o que fez porque estava na iminência de ver o Peru transformado em um Estado Comunista, que mataria milhões e milhões mais… e isso seria um puta tiro no pé.
E é isso que a boa e velha direita brasileira gosta de dizer sobre o regime militar daqui. Já cheguei ao cúmulo de escutar a seguinte pergunta: “quem matou mais: Stalin ou Geisel?”. Me parece bastante conveniente colocar o autoritarismo nesses termos.
Para evitar essa polêmica virulenta é melhor começarmos a definir quais são as piores e as melhores ditaduras, as maiores e as menores. Assim poderemos dizer, por exemplo, que a China Comunista de Mao foi uma ditaduríssima, sempre preparada. Nada como essa meia-bomba erguida pelos militares canarinho.
Sendo assim, proponho a criação de um ranking de ditaduras, o Ditatômetro.

Glamour e Ditabranda no Chile.
Critérios de pontuação
+20 se defende abertamente alguma ideologia
+5 se sua instauração for chamada de “revolução”
+10 se possuir um símbolo (+60 se ele for uma caveira ou osso)
+20 se possui um líder icônico (+100 se ele tiver um mito de origem)
+1 para cada 1o mil mortos

E ainda vão duvidar disso.
Ranking
5o1 ou mais pontos – Ditaduríssima: a revolução não acontecerá enquanto todos não tiverem decorado o livrinho e quem não o fizer será sumariamente executado. Pena que o país tem um bilhão de pessoas…
301 a 500 pontos – Ditadurona: os traidores são enviados para o fuzilamento ou colônias de férias na Sibéria. Os cidadãos morrem em crises de fome, mas tudo faz parte do esforço de deixar de ser burguês.
201 a 300 pontos – Ditaduraça: um povo é culpado de todos os males. Muitos dos seus vão brincar de câmara de gás, experimentos médicos e fornos.
101 a 200 pontos – Ditadura: a matança per capita é alta, mas como o país fica em uma região sem importância geopolítica ninguém mantém estatísticas ou faz filmes sobre isso.
51 a 100 pontos – Ditadureca: milhares morrem e são torturados, mas tudo o que vão lembrar é que o regime salvou o país dos perigosos comunistas.
11 a 50 pontos – Ditadurinha: o país é tão pequeno e tão próximo do inimigo que os opositores fogem à nado. O restante morre nas prisões e não sensibiliza ninguém.
10 ou menos pontos – Ditabranda: ninguém quer machucar ninguém, já que todo mundo tá afim mesmo é de praia e cerveja, mas alguém tem que impedir os malignos militantes da oposição. A brandura permite que alguns fiquem vivos e cheguem ao poder 20 anos depois.

Nada como um descanso relaxante no Arquipélago Gulag.
Vejam o quanto somos fudidos aqui na Brasilândia: nem conseguimos ter uma ditadura decente para nos oprimir. Vou mudar pra Coréia do Norte.
Ainda sobre o Tetraidrocanabinol, Arnaldo Branco soltou o seguinte
Genial.
Tapa no burrinho
Fevereiro 12, 2009

Subversivo! Terrorista! Traidor do Ocidente!
Dei uma passada no blog de um certo colunista da Revista Veja para ler o post dele a respeito da fala do FHC (o qual nunca mais deixarei de chamar de FTHC) sobre a descriminalização do consumo de maconha. No texto dele havia a mesma retórica moralista e desprovida de informação de sempre, mas os comentários foram um show à parte.
GUNORANÇA talvez seja a palavra mais adequada para descrever o que eu li. Sei lá, talvez o burro seja eu e todo mundo anda muito irônico. Enfim, vamos às pérolas.
Primeiro vem aquela velha história de que a maconha é a porta de entrada para o mundo das drogas. Só aceito essa teoria pensando pelo viés do tráfico, da marginalidade da droga: como a maconha está nas mãos dos traficantes, o usuário pode ir na boca buscar uma trouxa e voltar com um papelote de brinde. Mas não, a galera acha que um “viciado em droga” vai querer sempre uma sensação mais intensa e por isso vai necessariamente procurar drogas mais pesadas – independente do fato de que os efeitos das várias substâncias são muito distintos entre si. Pensando que isso faça algum sentido: não seria o álcool a porta de entrada para o mundo das drogas? Ou o rivotril? Ou a ritalina? Ou o café? Toda vez que alguém tiver uma experiência com alguma substância psicoativa vai querer mais?
Outra afirmação genial é a de que os traficantes vão montar negócios legalizados pra vender suas drogas. No Brasil tudo é possível, mas o que não dá pra engolir é o subtexto de que os caras serão anistiados com a eventual legalização de uma substância. Eles podem usar laranjas, seguindo o exemplo dos políticos, mas vão ter que concorrer com outros tantos que não são traficantes: especialmente grandes empresas farmacêuticas e do tabaco.
A melhor de todas talvez seja a de que não existe ex-maconheiro – como não existe ex-bandido, nem ex-terrorista. Pena que essa frase eu não vou comentar: diante de um tratado tão denso a respeito da natureza humana só resta o silêncio.
LOLCAT Bible
Janeiro 4, 2009
Não sei quem inventou essa de que as pessoas não têm mais tempo hoje em dia. Quanto mais eu navego pelos confins da internet mais encontro coisas inúteis feitas por pessoas que têm muito, mas muito tempo. Como esse projeto, da mais absoluta demência, de traduzir a Bíblia Sagrada para LOLCAT.
Oh hai. In teh beginnin Ceiling Cat maded teh skiez An da Urfs, but he did not eated dem.
Não imagino o que se passa na cabeça de quem uh… colabora com essa hã… iniciativa. Alguém?
Pedro Dória deve ser um ente iluminado, que . Comecei a acompanhar seu blog há algum tempo e se não me engano já lia alguma coisa dele no NO e NO Mínimo. Não concordo com muita coisa que ele escreve, mas me parece uma figura rara no jornalismo por procurar alguma ponderação na maioria dos seus textos.
Seu blog é provavelmente um dos mais comentados em língua portuguesa. E são esses comentários que me chamaram a atenção. Aparentemente, Dória tem uma legião de, digamos, “admiradores”. E são esses aí que se dedicam noite e dia a intermináveis discussões sobre os posts do jornalista.
Dória, que assume esquerdista, recebe muitos comentários de pessoas que se identificam como “de direita”. A maioria é escrita por um grupo fiel que se dispõe a espinafrar tudo o que ele publica, com direito a uma ofensa ou duas e até teorias conspiratórias – houve quem dissesse que ele defende Obama na história da certidão de nascimento por estar ligado a figurões do Partido Democrata…
Ter um público fiel que se dedica a opinar – a favor ou contra – sobre que se escreve em um blog é sempre bom e, no entanto, o que vejo na maioria desses comentários é uma espécie de “pregação política” insuportável – como acontecia quando os leitores do Mídia $em Máscara impregnavam as páginas do CMI com notícias do site deles todos os dias.
Dória chega a responder muito polidamente algumas dos comentários, coisa que outros jornalistas não se dignam a fazer. Por isso mesmo o blog dele se tornou uma leitura diária e ganhou um link ali do lado.
Obama, o Nacional-Socialista
Novembro 13, 2008
Congressman sorry for likening Obama to Hitler
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Mas olhem só, pessoas mais “sensatas” já disseram algo assim antes:
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Vejamos, a América, terra das milícias civis armadas treme ante a possibilidade de uma força armada civil proposta por Obama – que ao fim, não me parece tão diferente da National Guard. O problema todo não seria a ascensão da Águia Democrata e os campos de concentração para republicanos e rednecks, mas algo que resultaria na derrocada contratos para segurança nacional negociados com a Blackwater, nosso exército mercenário preferido. E Broun, como vários outros republicanos, apóia declaradamente a Blackwater.
Depois das trocentas denúnicas de violência desproporcional contra civis no Iraque, dos abusos cometidos na situação do Katrina e da ameaça a Marshall Adame a Blackwater continua livre, leve, solta e fora do alcance de qualquer lei.
Follow the leader
Outubro 13, 2008
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Ok é o Lula e dele dá pra esperar qualquer tipo de declaração. Agora, sério mesmo: será que senador, juiz, executivo, delegado e similares não baixam mp3? Aposto que a cúpula da RIAA deve ter entre um e dois terabytes de música pirateada. Mas com as mamatas e os altos salários do Executivo brasileño esse esquema de dar mp3 de presente parece coisa de pão-duro.





