Savoir-Faire

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Música Nova para as Crianças #1

com 3 comentários

(ou “Aqueles Discos Nunca Recomendados por Críticos Descoladinhos”)

Uma série que pretendo fazer em 10 números, com discos que descobri zanzando por aí e psicopatando o Last.fm dos outros. Alguns deles estão à venda por módicos dez dólares, outros você não acha mais. Não importa, ninguém vai reclamar deles aqui quando as mesmas músicas estão mais do que disponíveis pelo BitTorrent e Soulseek.

Fato é, a maioria dos jornalistas que escreve sobre música também lê o Pitchfork, e escolhe o que está bombando na gringolândia pra reafirmar que é “genial”. Mas independente disso, só mesmo comendo muito esterco pra dizer que qualquer coisa gravada pelo Be Your Own Pet é mais necessária que o último do Bob Dylan. Então é hora de recomendar coisas bacanas, que não estão na Ilustrada e provavelmente nunca vão tocar no Leeds Festival – bem, eu espero que toquem já que o dinheiro garante que vão continuar fazendo boa música.

The Legendary Tiger Man – Fuck Christmas, I Got the Blues

Dizem que o blues surgiu nas paragens do delta do Mississipi, cantado por negros malandros e sofridos. O que nunca contaram é que Charley Patton também fez escola às margens do Mondego, em Portugal. Paulo Furtado, o Lendário Homem Tigre, segue à risca a cartilha do som maldito feito por bluesmen bêbados e tocado em lugares onde o povo se reúne com o diabo. Vocal, guitarra e bateria, The Legendary Tiger Man é uma das melhores one-man bands dos últimos tempos.

Post do Corona. Como envolve download de música não é bom linkar direto aqui no WordPress. Nunca sobra um blog de discos por aqui, a administração é bem nazi nesse ponto.

Escrito por Barba

setembro 3, 2007 em 12:07

Publicado em música

(Re) Engatilhado

com 4 comentários

Get the Kingsmen, Squarepusher, The Sonics, Merzbow, Jimmy Smith plus Patric Catani and put them in one room, with lots of LSD. When they are high, you kill everybody. Then you chop up the corpses and make pies. Sell those pies to little school kids. Day later, teach those children how to play instruments. Whenever they make their first song, you kill them then chop their bodies. and take some lsd. Now you bury them in a drag race track, while the cars are passing by, nobody will notice, because you are gonna be dressed up like a drag race gravedigger. After two weekends of drag races, you steal the 4 cars with the best times and burn them in the same room where you killed the Kingsmen, Squarepusher, The Sonics, Merzbow, Jimmy Smith and Patric Catani. It’s gonna be a damn good fire, so better buy some marshmallows or some steaks. Some beer is always good. Finish it watching the fire for 666 minutes, drinking good beer, eating your steak. This is exactly how Retrigger sounds.

Pois então, além disso tudo o Retrigger é o autor de um dos mais viciantes álbuns dos últimos tempos. E você nem precisa comprar um pedaço de plástico pra escutar, só baixar aqui. Passando do breakcore mais sujo do mundo pra um som mais vibrante, impossível de parar de ouvir (eu passei a uma manhã inteira com a parada no repeat e não fazia isso desde quando comprei o Best of the Beast do Iron Maiden, há uns dez anos atrás). Escuta aí, depois me conta.

Escrito por Barba

maio 8, 2007 em 17:28

Publicado em música, pop as fuck

Dry Martinis & Wet Bikinis

com 2 comentários

O show do Uncle Butcher com o Rob K foi simplesmente fantástico. Embora eu estivesse excessivamente enjoado pra conseguir dar a eles a devida atenção. Sim, tomei duas caipirinhas num boteco ali na Olegário Maciel e, como a cachaça era de excelente qualidade, ao invés de ficar embriagado e feliz tive uma queda de pressão súbita. Inaugurei o banheiro do Matriz, acontece.

 

Terror Blues abriu o show e mandou bem. As músicas próprias são empolgantes e os caras tocaram o que me soou como um cover do Black Keys (não reconheci a música), só que bem mais sujo. O show do Boom Boom Chicks eu assisti do banheiro, então acho que não é justo falar sobre ele.

 

Quando eu já tinha colocado tudo privada abaixo, Uncle Butcher e Rob K começaram a tocar. Rob K pode ser descrito como uma espécie de Seu-Madruga-Yogi-Bad-Ass-Rocker. De muletas e o pé esquerdo enfaixado com ajuda de silvertape o homem declarava os monólogos mais estilosos que o blues-rock já concebeu, falando furiosamente sobre G. G. Allin, martinis, bikinis e “why you gotta treat you woman right”. Também cantava plantando bananeira, para delírio da platéia. Pois é, o vocalista do Workdogs é uma figurassa. Marco Butcher, o one-man band, foi um show à parte. Bateria, guitarra e backing vocals pra nenhum Legendary Tiger Man botar defeito. Aliás, achei que as canções e o estilo do Tio Açogueiro estavam bem mais furiosos do que no primeiro álbum – única coisa dele que tenho aqui.

 

A escrotisse foi o show estar vazio. Belo Horizonte parece habitada por um monte de cuzões que não conseguem ir à qualquer lugar que não fica dentro do circuitinho Savassi. Perderam, seus trouxas!

Escrito por Barba

abril 27, 2007 em 20:57

Publicado em gonzotrip, música, pop as fuck

Rob K & The Uncle Butcher + The Boom Boom Chicks …

com 5 comentários

Rob K & The Uncle Butcher
+
The Boom Boom Chicks
+
Terror Blues21/04 – Matriz

Escrito por Barba

março 27, 2007 em 2:25

Publicado em música, pop as fuck

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A pós-modernidade chegou pra ficar e tudo se mistura o tempo inteiro. Como não é diferente com música, eis uma listinha de combinações inusitadas e bem sucedidas:

Gogol Bordello: o melhor do punk nova-iorquino fundido com ritmos e arranjos ciganos. Tudo isso tocado por um bando de imigrantes sujos originários da Europa Oriental. A maioria das letras são satíricas com toques políticos ou aparentemente não possuem qualquer sentido, como o hit “Start Wearing Purple“. Boa música pra ouvir enquanto se entorna litros de vodka.David Gould: reaggae e judaísmo juntos viraram sinônimo de Matisyahu, o hypado. David Gould e seu projeto “Adonai & I” não só são pioneiros como mostram um som tão bom quanto. Um álbum remix, “Adonai in Dub”, com um tom mais experimental, foi produzido por John Zorn e lançado pela Tzadik.

The Pogues: sodomia, rum, piratas, chicotes e rabecas furiosas. Malditos sejam os irlandeses! Os Pogues tocam uma música inspirada pelos ritmos tradicionais da velha Irlanda com pesadas influências do punk rock britânico. Estão por aí desde a década de 80 mas, como toda banda que se preze, seu melhores álbuns são os primeiros.

Escrito por Barba

março 26, 2007 em 20:46

Publicado em música, pop as fuck

The Naked Blues

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I gotta a naked blues

Escrito por Barba

fevereiro 26, 2007 em 21:43

Publicado em música, pop as fuck

Coisas que você deve ouvir e porque

com 4 comentários

Charley Patton: porque é blues feito à base de bourbon barato e cigarrilhas.

Detroit Cobras: porque é a barango, charmoso e rockado.

Pixinguinha: porque ele era um gênio.

Escrito por Barba

fevereiro 9, 2007 em 13:53

Publicado em música, pop as fuck

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