LOLCAT Bible
Janeiro 4, 2009
Não sei quem inventou essa de que as pessoas não têm mais tempo hoje em dia. Quanto mais eu navego pelos confins da internet mais encontro coisas inúteis feitas por pessoas que têm muito, mas muito tempo. Como esse projeto, da mais absoluta demência, de traduzir a Bíblia Sagrada para LOLCAT.
Oh hai. In teh beginnin Ceiling Cat maded teh skiez An da Urfs, but he did not eated dem.
Não imagino o que se passa na cabeça de quem uh… colabora com essa hã… iniciativa. Alguém?
Mais MUD
Outubro 23, 2008
Depois de escrever o post sobre os MUDs, eis que vem o Marcelão – jornalista do futebol e dos games em geral – e me conta que no dia 20 de outubro os MUDs tinham completado 30 anos de idade. O Rocha também escreveu sobre a a experiência dele durante a “Era Dourada” dos MUDs lá no Área Cinza. Me espantaram alguns comentários lá no Área que davam a entender que jogar um jogo baseado em texto poderia ser algo menos divertido ou interessante do que um jogo gráfico. Posso falar que é singular, que exige um esforço de imaginação e atenção diferente do que os jogos gráficos exigem.
Eu não resisti e fui dar uma vasculhada em MUDs que já joguei para ver se eles não tinham sido abandonados. A grata surpresa foi encontrar o Achaea com 220 jogadores online numa noite de quinta-feira, todos se divertindo e traçando planos junto a suas respectivas facções. O Achaea é um jogo gratuito mas se um jogador quiser ele pode investir dinheiro (de verdade) no personagem e torná-lo poderoso. Isso é um grande foco de críticas para jogadores que queriam um jogo inteiramente gratuito, no entanto o gasto de dinheiro real em objetos e moedas virtuais já é algo mandatório na maioria dos MMO.
De qualquer forma fiquei feliz em saber que um MUD comercial fundado no mesmo ano em que estreou Ultima Online, o primeiro MMO gráfico a emplacar, continua funcionando e gerando lucro. E viva os MUDs.
Old School #3 : MUDs!
Outubro 21, 2008
Los Juegos
Outro dia me lembrei que a indústria dos jogos eletrônicos passou por pouco o faturamento do cinema no ano passado. Para quem aprendeu a jogar River Raid aos 4 anos isso é uma notícia e tanto. Desde 98, ano em que foi lançado Metal Gear Solid para Playstation, venho observando que um “hit” da indústria de jogos se tornou tão complexo (e custoso) de se produzir quanto um longa-metragem. Games desse tipo costumam ter roteiros elaborados, cutscenes extensas, dublagem feita por bons profissionais. Talvez seja justamente o formato cinematográfico a razão de tanto sucesso.
Felizmente os gamedesigners não vivem só de imitar o formato do cinema, e muitos jogos buscam colocar vários jogadores simultâneamente em situações de confronto e cooperação. Daí vêm a idéia dos jogos multiplayer. Tudo bem, é justo falar que PONG ou Tennis for Two eram voltados para mais de um jogador e, logo, que os primeiros video-games tinham essa lógica – que tornava a manufatura mais simples já que nenhuma IA era necessária.
Mas e jogos com mais de dois jogadores? Alguns arcades e consoles tinham títulos onde isso era permitido, mas a verdadeira revolução do multiplayer veio com os chamados massive games. Os MMO (Massively Multiplayer Online) costumam ser mais viciantes que crack – quem tem um amigo ou conhecido que joga sabe do que eu estou falando. World of Warcraft, Lineage e Ragnarok são exemplos de massivos bem sucedidos. Mas os MMO não vieram dos arcade nem dos consoles, sua história é um pouco mais diversa.
Os Massively Online de outrora
Mais precisamente em meados da década de 70, alguns programadores do PLATO System – plataforma que deveria ser usada exclusivamente para desenvolver aplicativos educacionais – criaram vários jogos. Estes eram completamente baseados em texto, no melhor estilo do Zork, e jogados através das redes locais das universidades européias.
Estavam criado os primeiros MUDs (Multi-User Dungeons) e, até onde eu sei, foram os primeiros jogos com modo multiplayer remoto da história. Muitas versões de MUDs seriam desenvolvidas, alguns usando a logomarca Dungeons & Dragons sem permissão, e eventualmente levadas para o DOS.
Com o advento dos computadores baratos (no 1o Mundo, claro) e conexões BBS via modem os MUDs se tornaram variados e numerosos. E chegaram até a década de 90 como uma das mais interessantes e acessíveis formas de entretenimento online.
Mas como funciona um MUD?
Diferente de um jogo com uma plataforma gráfica, onde qualquer ação ou evento é ilustrada na tela, o MUD anuncia e descreve essas ações em bases textuais. Quando o personagem entra em uma “sala”, como é chamada uma unidade de espaço imaginário do MUD, surge um pequeno texto no terminal descrevendo o lugar, listando objetos e personagens que se encontram ali. Quando uma ação é desempenhada, ela também é descrita por texto.
Segue um pequeno exemplo, com uma “sala” e objetos descritos:
A caverna é pouco iluminada mas morcegos podem ser vistos voando ocasionalmente por todas as direções. Muitos ossos estão depositado à esquerda, em uma pilha grande e volumosa. O lugar cheira a guano e pedra fria, com uma umidade que impregna o ar. Água pode ser ouvida gotejando em algum lugar. Há uma velha espada enferrujada no chão.
Objetos: Uma espada enferrujada.
Saídas: Norte, Fora.A descrição de uma “sala” inclui uma noção geral do que está contido nela além das direções para onde é possível andar – “fora” no caso seria para sair da caverna. Alguns objetos são listados de forma óbvia, como a espada enferrujada, e outros podem aparecer apenas no corpo da descrição, como a pilha de ossos. Se jogador digitar “examinar ossos” ou coisa do tipo ele terá uma descrição do que são esses ossos, se há algo embaixo da pilha, etc.
Se outro personagem – digamos, uma mulher – entrar na “sala”, examinar a pilha de ossos e seguir para o norte o terminal mostrará algo como os seguintes textos:
Uma mulher entra na sala.
Uma mulher examina a pilha de ossos.
Uma mulher sai pelo norte.Em alguns MUDs ao invés de uma descrição genérica como “uma mulher” pode aparecer o nome do personagem. Em outros o nome só aparecerá para os jogadores que conheçam aquele personagem de alguma situação prévia.
MUDs
Minha primeira experiência com esses jogos se deu em 1997, quando eu tinha acabado de entrar no Colégio Técnico da UFMG. Como o caipira que era, eu nunca tinha usado a internet até por os pés no laboratório de informática de lá. Um colega me falou de um jogo, que parecia uma sala de chat, e deixava ele acordado à noite inteira. Era um tal de Avalon.
Entrei no site, li um pouco do que se tratava o jogo e fiquei bem empolgado. Tentei jogar o Avalon umas 200 vezes, mas a lentidão da conexão fazia tudo ficar sofrível. Nunca consegui fazer mais do que andar por algumas salas e ter uma vaga noção do que seria a interatividade proporcionada pelo jogo.
Em uma outra oportunidade, dois anos mais tarde, eu estava vagando por alguns sites com ilustrações e textos a respeito de O Senhor dos Anéis. Acabei achando na parte de links o endereço de um tal de The Two Towers, um MUD ambientado na Terra Média. Algum tempo depois eu comprei o meu primeiro computador e pude jogar o T2T, como ele era chamado.
The Two Towers
O T2T não era um MUD muito sofisticado em se tratando do sistema de jogo. A mecânica era simples, os personagens tinham poucos poderes e, caso pertencessem à mesma classe, eram muito parecidos uns com os outros. A vantagem era o cenário.
Embora não fosse 100% fiel aos elementos estéticos e aos conceitos da Terra Média de Tolkien, o Two Towers tinha em jogo quase todas as regiões descritas em O Senhor dos Anéis Isso mantinha viva aquela sensação de vagar por lugares ermos e descobrir ruínas, cavernas, esconderijos de bandidos, tumbas amaldiçoadas. Explorar o cenário de T2T era grande parte da diversão.
Na época, o MUD costumava a ter 300 jogadores conectados o dia todo. Esse número pode parecer ínfimo quando comparado com a legião de jogadores que povoam os servidores de MMORPGs mas num MUD isso significa sala lotada. As áreas (virtuais) geralmente não são tão grandes e muitos jogadores online pode significar uma disputa acirrada por recursos.
Como toda comunidade virtual, os MUDs também têm sua micropolítica e no T2T as coisas não eram diferentes. Uma teia de guildas, clãs, grupos, alianças era tecida o tempo todo mas cum um diferencial: a prática do PK (playerkilling) era julgada e condenada por outros jogadores – que também mantinham a lei para todos os outros aspectos. Aliar-se a outros jogadores era não apenas desejável como necessário, já que não era possível combater inimigos ou juntar recursos sem a ajuda ocasional de alguém.
Joguei T2T com regularidade durante 1 ano. Minha conexão discada horrível não me permitiu ir muito longe no jogo. Meu personagem chegou a ter alguns aliados importantes, mas acabei meio insatisfeito com a administração sobre como a parte de PK estava sendo conduzida já que alguns personagens mais experientes estava “assassinando” novatos indiscriminadamente e a administração se recusava a encarar o problema. Mais tarde acabaram mudando isso, mas eu já estava jogando outros MUDs e estava com preguiça de voltar ao T2T. Na época em que saí eu já conhecia uns dez brasileiros que também jogavam.
Outros
Joguei outros MUDs além de ter testado pelo menos uns trinta. Como muitos MUDs são jogos sem fins lucrativos organizados por fãs eles têm licença para usar temas de outras mídias. MUDs baseados em filmes, livros e até mesmo outros jogos são comuns, o que dá ao jogador opções interessantes. Além do T2T recomendo os seguintes:
SWMUD: MUD temático de Star Wars. Tem um ótimo sistema, é bem adequado ao universo e dá uma grande liberdade na criação de personagens. Garante horas e horas de diversão mas não possui uma ativa como se esperaria de uma comunidade virtual. Os jogadores interagem pouco entre si e não há intriga nem rivalidade apesar de todos estarem distribuídos entre o Império e os Rebeldes. o SWMUD vale à pena ser jogado como um excelente jogo de texto com alguma interação ocasional.
Achaea: A jóia dos MUDs. Desprezando a parte gráfica, Achaea pode ser considerado o jogo online mais complexo e bem estruturado já construído. Ele tem um universo fantástico próprio, com suas lendas, deuses e organizações – muito baseado em mitologia grega e nórdica. Mas seu grande atrativo é ser completamente orientado para os jogadores e seus personagens. Ao contrário dos outros MUDs onde as ações dos personagens influem pouco ou nada no cenário, a história de Achaea é construída com base no que fazem os jogadores. São eles quem controlam o comércio, que treinam outros personagens, que mandam nas cidades e reinos do jogo. O jogo também tem uma ênfase bacana na interpretação de papéis – você tem mesmo que “entrar” no personagem – e muitos eventos, como guerras e surgimento de reinos, acontecem no mundo por influência de grupos de jogadores. O tempo passa em jogo, fazendo com que objetos se desgastem e personagens envelheçam. Achaea é de graça, mas jogadores que quiserem podem comprar pacotes especiais – com dólares – com itens que ajudam seus personagens. Só há um pequeno problema: Achaea só pode ser jogado por desempregados, aposentados e pessoas de férias porque é absurdamente viciante.
O fim de uma Era
Infelizmente muitos MUDs estão vazios nesses tempos de jogos online com gráficos estonteantes. Hoje grande parte dos MUDs concentra poucas dezenas de jogadores veteranos, o que desencoraja mesmo um novato muito interessado.
Acho isso uma pena, primeiro porque os MUDs são comunidades mantidas por fãs de um determinado tema ou aficionados por jogos e programação. Nem por isso deixam de ser divertidos e bem organizados, bons lugares para aprender inglês, trocar experiências com outras pessoas do mundo todo e começar a digitar sem “catar milho” no teclado (sim, eu aprendi jogando).
Além disso, se posso dizer algo sobre os MUDs é que eles ainda estão anos-luz à frente de muitos outros jogos online em termos de possibilidades e experiência de usuário. Seria bom se as grandes empresas do ramo de MMORPGs pudessem aprender algo com isso e fazer jogos onde a única possibilidade de interação não é matar monstros, acumular tesouros e avançar de nível.
Para ir além
Alguns links úteis.
Mushclient: Melhor programa que já usei para jogar MUD.
The Mud Connector: Diretório com centenas de MUDs listados e descritos de acordo com critérios específicos – se possuem ênfase na interpretação de papéis dos personagens, para qual temática estão orientados, qual sistema de jogo usam, o tamanho do “universo virtual”, etc.
Valinor: Único MUD inteiramente em português que conheço. Como o T2T, o Valinor também é ambientado na Terra Média e parece organizado por um pessoal muito sério. Infelizmente só tomei conhecimento dele muitos anos depois de ter largado os MUDs de vez.
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Leia também:
Os verdadeiros MMORPGs: post do Rocha no Área Cinza, também sobre a “Era Dourada” dos MUDs.
Old School #1 : Cadillacs & Dinosaurs
Old School #2 : Akira
Fighting Fantasy
Enforque o roteirista
Setembro 25, 2008
House M.D. já era. Assisti ao primeiro e segundo episódios da quinta temporada e eles não fazem sentido. Nenhum. Acho que vou comprar os DVDs das três primeiras temporadas pra lembrar de quando a minha série preferida ainda tinha roteiristas.
eeePC – Segundas Impressões
Agosto 14, 2008

Já deixou de ser brinquedo.
Depois de quase um mês usando o eeePC 900, foi possível ter uma idéia do ele apresenta em termos de facilidades e problemas. Ainda vou ficar devendo a review, que pretendo postar junto com algumas dicas para o novo usuário, mas queria compartilhar um pouco do que é carregar um computador pra qualquer lugar.
Campo: fiz uma viagem de poucos dias no final de julho. Meu maior problema com relação às informações coletadas em campo sempre foi o trabalho triplo de tomar notas, estruturá-las em texto e depois ter que digitar tudo. Nesse caso o eee se mostrou extremamente útil: bastou gastar quarenta minutos por noite e mais algumas horas no ônibus (!) e pude chegar aqui com um relatório semi-pronto. Outras facilidades foram proporcionadas pelo eee, como o fato de poder conectar via wireless na rodoviária para cuidar de um pequeno problema que não poderia ser resolvido de outra forma.
Estudo: carregar um computador para aula é prático. No primeiro semestre do mestrado gastei dois cadernos Tilibra de 96 folhas com minhas anotações e fichamentos, feitos em sala e na biblioteca. Grande parte disso teve que ser digitado para ser entregue ou para integrar trabalhos finais. Nas primeiras aulas já foi possível digitar e estruturar as informações de maneira bem organizada, o que representa um enorme ganho de tempo.
Trabalho: usei eeePC para acompanhar duas reuniões e, como no caso das aulas, foi possível fazer as anotações com maior organização. Sem contar a ausência do problema de ter que digitar a ata depois. Além disso, acabou o problema de ter que revesar computadores quando algum problema ou sobreposição de horários acontece.
Como prometido, o eeePC garante uma experiência de mobilidade bem diferente daquela proporcionada por outros notebooks. Vejo muita gente usado palmtops que acabam funcionando apenas como um grande pen-drive ou uma tela para simples para leitura. Também sei de muitos que comprar um e acabando deixando-o sempre em casa, meio encostado. O eee traz uma experiência híbrida, que considero ideal para as minhas necessidades. Também chama pouca atenção e não necessita de uma mochila cara que é acompanhada de um letreiro gigante onde se lê “aqui tem um notebook”. Ele cabe na minha Eastpak pequena e básica – e surrada depois de mais de quase 10 anos de uso diário – o que é necessário para alguém que se desloca à pé todos os dias.
Os pontos negativos ficam por conta do suporte quase inexistente da Asus no Brasil, fazendo com que qualquer problema seja um assunto para fóruns e comunidades do Orkut. Felizmente, usuários dedicados e experientes acabam provendo um bom suporte, mas isso não é o ideal.
eeePC – Primeiras Impressões
Julho 22, 2008
Nerd pride!
Primeiro post escrito usando o eeePC. Depois de duas tardes tentando conecta-lo à internet, fazendo e refazendo configurações de rede, finalmente liguei para o Virtua. A solução foi tão simples que me deu vergonha: bastava desligar e ligar o modem.
Logo quando coloquei a internet pra funcionar tive uma conversa com o Lela a respeito do sistema operacional. Eu disse que não pretendia mudar para o XP, até porque até agora o Xandros tinha me servido bem. Sempre quis aprender a operar Linux e achei que essa fosse a oportunidade perfeita.
Depois dessa conversa tive uma experiência bem desagradável. Como a maioria dos modelos 900 disponíveis no mercado brasileño, o meu eeePC veio da China. Chegou configurado para inglês/mandarim mas como os menus estão em inglês não tive maiores problemas em testar as funções. O problema veio quando fui tentar escrever um e-mail: os acentos não funcionavam.
Gastei mais de 4 horas navegando em fóruns e tutoriais diversos para tentar configurar os acentos. Muitos e muitos updates, edições e processos mais tarde foi possível fazer o OpenOffice reconhecer acentos, mas não o resto do sistema. Então ainda não consigo escrever decentemente no Firefox ou no Thunderbird, o que é bem desagradável.
A instalação do desktop completo e a configuração do dicionário português-brasileiro foram sagas à parte. Além disso ainda tive que buscar o GIMP (editor de imagens), XMMS (tocador de áudio no estilo do Winamp), o VLC (video player decente) e fazer milhões de mudanças menores.
O resultado foi o gasto de 15 horas para conseguir fazer o eeePC funcionar como eu queria.
Eu entendo que os dois maiores problemas são ocasionados pelo fato da máquina ter vindo de fora do país – se houvesse uma distribuidora nacional do produto isso não teria acontecido. Mas não custaria muito o Xandros ser mais user-friendly para nessas configurações tão básicas.
Eu usei um pouco de Linux entre 1999 e 2002. Algumas vezes pra aprender a configurar servidores numa empresa onde eu trabalhava e outras como usuário ordinário na faculdade. Só posso dizer que mesmo com tantos contras e dificuldades, as distribuições atuais nem se comparam com o que havia naquela época.
O Xandros detectou e interagiu corretamente com tudo o que foi conectado na USB do eeePC: pen-drives, HDs externos e teclados de várias marcas e tipos. Minha Canon Powershot não se deu bem com o Xandros, mas isso foi contornável porque o eeePC vem de fábrica com um leitor de cartão de memória. Também não tive problemas em navegar por nenhum site, rodar vídeos no Youtube, editar fotografias, escutar mp3, etc.
Enfim, a idéia é manter o eeePC em Linux. Eu precisava dele como um processador de texto portátil e um segundo computador que pudesse andar comigo em campo sem maiores percalços. Só falta conseguir que o Xandros reconheça acentos perfeitamente e, caso isso não seja possível, o eeexubuntu deve dar conta do recado.
O eeePC em si é outra história, em breve posto uma resenha dele.
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Cyberpunk = filme ruim
Julho 14, 2008
Não assista!
Há um ou dois anos atrás eu estava conversando com o Ig sobre filmes de terror. Nessa época o cara já tinha uma coleção invejável de filmes de zumbi e reclamava sobre a falta de filmes abordando lobisomens. É verdade, com exceção de Companhia dos Lobos eu nunca assisti nenhum filme interessante com os peludos e sei de mais uns dois ou três.
Por outro lado, no Em Busca de Drácula e Outros Vampiros, livro mambembe que comprei por R$3 há uma bom tempo, há uma lista com mais de 200 filmes de vampiro. Claro, 90% deles são trash, mas é curioso pensar em como as histórias de sugadores de sangue são populares no cinema. Eu falei pra ele que isso era mérito do Bram Stoker, que popularizou a história de Drácula e outros mitos romenos através de seu romance. Já no caso dos lobisomens não há nenhuma obra de referência em qualquer mídia.
Depois de assistir Strange Days ontem cheguei à conclusão que a temática cyberpunk, apesar de seus vários “romances fundadores”, é quase sempre sinônimo de filmes medíocres. Neuromancer não é nenhuma obra prima da literatura, mas é uma história pop invejável com ação na medida certa, cenários empolgantes e ótimos toques de futurologia – não é coincidência o termo “cyberespaço” ter aparecido ali pela primeira vez. Ou seja: a obra que coloca a pedra fundamental do gênero cyberpunk já nasce pronta ser adaptada ao cinema.
Neuromancer nunca foi filmado. Outras obras do Gibson ganharam versões cinematográficas mas nenhuma delas vale um tostão furado – quem assistiu Johnny Mnemonic não me deixa mentir. Mais feliz foi Phillip K. Dick: Blade Runner, Total Recall e Minority Report podem não ser adaptações fiéis mas são filmes bons filmes.
Strange Days, arrisco dizer, é o pior filme cyberpunk já rodado na história. Tem uma premissa interessante mas quando vai se desenvolver parece as histórias que eu escrevia quando tinha 17 anos: cheio de frases de efeito, clichês, falta de sutileza. Blade Runner consegue mostrar a distopia futurista de uma forma que parece verossímil, Strange Days tira seu futuro de uma música do Rage Against the Machine tocada com a bunda. Mesmo bebendo diretamente de várias idéias do Gibson, o diretor não foi feliz.
Falando em plagiar Neuromancer, os irmãos Wachoswki também o fizeram e nem assim conseguiram algo bom. Pois é, depois primeiro filme todo mundo ficou naquela de “dogde this” e bullet time, mas o resto da “trilogia” jogou Matrix no ostracismo. Efeitos especiais empolgam todo mundo por seis meses, um bom roteiro fica pra eternidade.
Falam que Neuromancer ainda vai ganhar as telonas…
Israelenses processam governo para ter arma laser
Março 18, 2008

Segundo o site The Inquirer, a ação foi aberta por 70 moradores da cidade que acreditam que um canhão laser pesquisado em parceria com os americanos entre 1996 e 2005 seria capaz de oferecer alguma proteção na guerra.Durante quase dez anos israelenses e americanos trabalharam juntos em um projeto de defesa militar chamado Tactical High Energy Laser (THEL), ou “Projeto Nautilus”, considerado por muitos como a mais bem sucedida arma de energia já criada.Testada no deserto do Novo México, nos Estados Unidos, a arma abastecida a componentes químicos impediu, com sucesso, a detonação de 46 foguetes Katyusha. Embora tenha tido relativo sucesso, o projeto se mostrou inviável: para gerar os megawatts necessários para disparar os raios lasers, a máquina deveria ser abastecida com centenas de galões de químicos tóxicos.
Alan Moore nos Simpsons
Novembro 20, 2007
Se a voz é dele, tenho certeza que a dublagem aconteceu em Northampton. O velho nunca sai de lá.
Ótimo, a Fox conseguiu retirar os pouco mais de dois minutos com o Moore de todos os sites onde o video estava hospedado. Se alguém achar o trecho dando sopa por por aí me avise.






