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	<title>Savoir-Faire &#187; sociologia de buteco</title>
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		<title>Savoir-Faire &#187; sociologia de buteco</title>
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		<title>Mudanças</title>
		<link>http://faire-savoir.info/2008/02/22/mudancas/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 21:31:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Barba</dc:creator>
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		<description><![CDATA[foto por Felipe Magalhães  Ainda sobre o caso da Ricardo Eletro no Mercado Central, achei um e-mail da administração do mesmo nesse blog aqui. Nele o Diretor Presidente do Mercado, Marcou R. Patrocínio, comenta: Sr.(a) infelizmente a diretoria não tem autonomia sobre a definição do ramo de atividade, isso compete ao nosso conselho que aprovou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=283&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/felmagalhaes/17617207/" target="_blank"><img src="http://farm1.static.flickr.com/11/17617207_e130f765f4.jpg?v=0 " height="500" width="368" /></a></div>
<div style="text-align:center;"><i>foto por <a href="http://www.flickr.com/photos/felmagalhaes/" target="_blank">Felipe Magalhães</a> </i></div>
<p>Ainda sobre o caso da Ricardo Eletro no Mercado Central, achei um <a href="http://enfrades.blogspot.com/2007/12/mercado-central.html" target="_blank">e-mail da administração do mesmo</a> nesse <a href="http://enfrades.blogspot.com">blog aqui</a>. Nele o Diretor Presidente do Mercado, Marcou R. Patrocínio, comenta:</p>
<div align="justify">
<blockquote><p><i>Sr.(a) infelizmente a diretoria não tem autonomia sobre a definição do ramo de atividade, isso compete ao nosso conselho que aprovou previamente a instalação do Ricardo Eletro.<br />
Algumas lojas modernizam o mercado de acordo com o tempo (drogaria Araujo tem mais de 100 anos e alguns caracterizam que ela descaracteriza) os tempos mudam e as atividades também, se adaptando aos novos tempos. A diretoria se preocupa com essas mudanças, porém, que o associado é proprietário tendo certa liberdade de comercialização. O Sr Olímpio, proprietário do Supermercado tem 90 anos e está aqui desde 1932 quando veio para Belo Horizonte como carroceiro. Infelizmente ele não deixou sucessores, os seus filhos tem mais de 60 anos e já estão aposentados, não restando a ele outra alternativa a não ser repassar o ponto.<br />
A diretoria sente muito essa mudança, porém não conseguimos outro supermercado para se instalar no local pois o espaço do mesmo é muito pequeno para os modelos de supermercados de hoje. A modernidade fez sucumbir este modelo tipo armazém. O custo do aluguel e da manutenção desta atividade são inviáveis e os proprietários tem que cumprir os compromissos que ficaram durante muitos anos com baixa lucratividade, sendo que a melhor proposta para eles foi a do Ricardo Eletro que cumpriu todas as exigências fazendo um contrato todo na forma mas correta, inclusive no que tange ao pagamentos dos impostos que ocasionaram com essa transferência.<br />
Na década 70 tivemos a maior descaracterização que foi ocasionada pelo surgimento da Ceasa, dos sacolões e supermercados, praticamente extinguindo o ramo de hortifrutigrangeiros no mercado. Nem por isso o mercado deixou de ser o Mercado Central e hoje mesmo assim somos um ponto de referência em Belo Horizonte , culturalmente e turisticamente.<br />
O Mercado Central é uma instituição privada desde 1964 e soubemos muito bem construir e renovar um espaço que a prefeitura não conseguiu e resolveu privatizar. Agora aos seus 90 anos, doente e precisando fazer recursos para se prover, o Sr Olímpio e seu Irmão Olinto, tomaram essa decisão que foi um trauma para suas vidas, mas inevitável. Seria muito injusto se depois de estar aqui a 75 anos eles não pudessem fazer o que acham melhor neste momento da vida para poderem descansar com os recursos proveniente do imóvel que lhes resta.<br />
Nem por bastar a diretoria pede a todas essas pessoas que amam o mercado que nos ajudem, pois não conseguimos ninguém para ocupar tão importante espaço nas característica que todos nós desejamos e que atendam as necessidades do Sr Olimpio e seus familiares. Quem sabe pode surgir uma boa idéia sem demagogias?<br />
Lembramos que o contrato com o Ricardo eletro </i>(sic)<i> está assinado e pago, qualquer alteração no destino desta negociação ocasionará reflexos financeiros que tem que ser avaliados. Então a sua forma de manifestação pode atrapalhar os comerciantes que não tem nada haver com esta negociação e se gostas realmente deste local tenho certeza que fará forma de ajudar e não de piorar algo que já nos deixou profundamente infelizes.<br />
Lembramos que esse fato é isolado e que com certeza não virão outras lojas do ramo concorrente. Esperamos que mais esta nova etapa seja vencida pelos comerciantes que lutam pelo destino de seus comércios para que o mercado continue sendo a casa do povo de Belo Horizonte.<br />
Muito obrigado por gostar do Mercado Central. </i></p></blockquote>
<p>Ok, mas a pergunta é: se eu quiser fazer uma loja de eletrônicos baratos no lugar onde algum fruteiro antes tinha sua banca, eu posso? Não há qualquer restrição nesse sentido? Não acho que seja comparável a diminuição dos hortifruti e sua substituição por armazéns, floriculturas ou vendedores de bebidas e condimentos com a instalação de uma loja de uma grande de rede de eletrodomésticos &#8230; A verdade é que o Mercado Central é um ponto de referência, bastante freqüentado por um público muito diverso e o espaço ali parece ter um grande valor potencial para operadoras celular, redes de lanchonetes, etc. Nada contra, mas essas já existem em grande número fora do MC. Por outro lado não há muitos lugares em Belo Horizonte onde eu possa comprar pequi, feijão andu, carne de sol, fécula de mandioca ou fumo de rolo.</p>
<p>Não acho que trata-se de temer e evitar mudanças, mas de escolher em quais termos elas devem acontecer. Se de fato não se conseguiu outro estabelecimento além da Ricardo Eletro para ocupar o ponto da Mercaria Aymoré, que assim seja. A administração acha que foi a melhor solução mas os freqüentadores temem que isso descaraterize o mercado, resta saber o que os outros varejistas de lá pensam sobre isso.</p></div>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/fairesavoir.wordpress.com/283/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/fairesavoir.wordpress.com/283/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fairesavoir.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fairesavoir.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fairesavoir.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fairesavoir.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fairesavoir.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fairesavoir.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fairesavoir.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fairesavoir.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fairesavoir.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fairesavoir.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fairesavoir.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fairesavoir.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fairesavoir.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fairesavoir.wordpress.com/283/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=283&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Redes e Blogs</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2007 01:03:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Barba</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Repensando algumas coisas nesse fim de semana completamente misantropo. Acabei não saindo pra canto nenhum e fiquei em casa escrevendo e lendo algumas coisas &#8211; deu pra produzir uma mixaria, mas o tempo foi bom pra colocar a cabeça em ordem. Uma das coisas que vêm me martelando é o quanto eu me exponho blogando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=238&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Repensando algumas coisas nesse fim de semana completamente misantropo. Acabei não saindo pra canto nenhum e fiquei em casa escrevendo e lendo algumas coisas &#8211; deu pra produzir uma mixaria, mas o tempo foi bom pra colocar a cabeça em ordem.</p>
<p align="justify">Uma das coisas que vêm me martelando é o quanto eu me exponho blogando e como isso poderia ser bom ou ruim. Meu blog é pouco lido, mas escrever aqui não é uma questão de colocar minhas idéias na mesa pra milhares ou muitas milhares de pessoas lerem. Fora ocasionais visitas do Google, acho que tenho uns 2o ou 30 leitores &#8211; sendo otimista.</p>
<p align="justify">O problema real é outro. Como eu já disse antes, o <strong>Savoir-Faire</strong> é misteriosamente bem classificado no <strong>Google</strong>. Digitar meu nome e apertar o botão  &#8220;Estou com sorte&#8221; traz qualquer um diretamente pra cá. Um eventual professor, colega de trabalho, amigo, empregador ou namorada sempre vai ter acesso a tudo o que foi escrito aqui. Basicamente, eu uso esse espaço pra discorrer sobre algumas coisas que eu penso, exercitar uma veia literária porca e, muito de vez em quando, fazer comentários pessoais &#8211; e mesmo assim procuro não me expôr tanto.</p>
<p align="justify">A diferença entre escrever <em>sobre o que se pensa</em> e escrever <em>o que se pensa</em> é enorme. Desde quando comecei a <span style="text-decoration:line-through;">escrever</span> blogar, em 2002, vi muitos blogs conseguirem audiência promovendo um <em>strip-tease</em> da vida pessoal dos autores. Estes praticamente publicavam os próprios diários para todo mundo ler &#8211; e não era raro ver <em>posts</em> sendo deletados por conta disso ou os autores fazendo meta-análises como essa e se arrependendo de terem escrito algumas coisas. Hoje, com a introdução do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Micro-blogging" target="_blank">microblogging</a>, é possível enviar mensagens via celular e falar sobre o que estiver fazendo a qualquer hora. Ok, mas quem se interessa por isso? Quem vai ler esse tipo de coisa?</p>
<p align="justify">Quando os blogs viraram febre muita gente se perguntava sobre isso também. Ninguém achava que seria útil ler sobre o que outros pensavam ou mesmo acompanhar um &#8220;querido diário&#8221; eletrônico. Essa previsão de pouco interesse nos blogs se mostrou equivocada e em pouco tempo eles se tornaram a mais difundida forma de publicação pessoal na internet &#8211; seu formato foi incorporado a muitos sites.</p>
<p align="justify">O que estava por trás disso era uma idéia de publicação rápida e acessível. Enquanto num website você tinha que elaborar o texto e depois se desdobrar na frente de um editor de html, no blog a ferramenta de edição de texto já era incorporada e facilitava muito a vida de quem não queria gastar tempo editando páginas e fazendo uploads. Como todos sabem, os blogs foram os grandes responsáveis por democratizar a publicação na internet.</p>
<p align="justify">Apesar de seu uso por profissionais e a instituição dos <a href="http://www.problogger.net/" target="_blank">pro-bloggers</a> ter dado um ar de seriedade aos blogs como ferramentas de circulação de informações, eu penso que existe um pontecial nos blogs pessoais que parece pouco explorado. O que vejo hoje é a possibilidade deles como reforço de redes sociais já existentes ou criação de novas redes. Pessoas que se conhecem (de perto ou virtualmente) e se interessam mutuamente pelo pelo conteúdo que produzem, fabricando um novo espaço para o debate do que quer que seja.</p>
<p align="justify">Essas redes, de alcance limitado mas <a href="http://insanus.org">potencialmente amplo</a>, não têm porque ganhar uma grande audiência. Seu objetivo primário seria a troca de idéias pura e simplesmente. Como inteligências coletivas, de indivíduos autônomos, elas são fluídas e seus membros podem pertencer  simultaneamente a várias delas. Seu poder de intercomunicação perpassa a  simples publicação e leitura, inserindo a figura do comentário, da repetição, do questionamento de um leitor em seu próprio espaço &#8211; outro blog.</p>
<p align="justify">Assim é possível ter um outro modo de articulação e diálogo entre pessoas que se encontram todos os dias ou que não se conhecem &#8211; mas possuem quaisquer interesses em comum.  Sem se expor, ainda que em níveis mínimos, tudo isso seria impossível. Mais do que conseguir uma simples audiência, os blogs são uma possibilidade de encontrar colaboradores, parceiros, amigos, de construir idéias em conjunto.</p>
<p align="justify">Então, com a cabeça menos pesada, mantenho o <strong>Savoir-Faire</strong> até quando puder.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/fairesavoir.wordpress.com/238/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/fairesavoir.wordpress.com/238/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fairesavoir.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fairesavoir.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fairesavoir.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fairesavoir.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fairesavoir.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fairesavoir.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fairesavoir.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fairesavoir.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fairesavoir.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fairesavoir.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fairesavoir.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fairesavoir.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fairesavoir.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fairesavoir.wordpress.com/238/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=238&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A pirataria explicada às crianças</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Nov 2007 12:21:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A nova pirataria que explodiu tão de repente usando dos novos meios digitais parece ter emburrecido a maioria dos burocratas do entretenimento. Os mais espertos a encaram como um concorrente, outros querem combatê-la através de restrições que prejudicam seu mercado consumidor. Você aluga três filmes originais em uma locadora, que paga impostos e faz tudo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=230&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.tuxick.net/pics/piracy2.jpg" alt="" width="370" height="522" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><em>A nova pirataria que explodiu tão de repente usando dos novos meios digitais parece ter emburrecido a maioria dos burocratas do entretenimento. Os mais espertos a encaram como um concorrente, outros querem combatê-la através de restrições que prejudicam seu mercado consumidor. </em></p>
</blockquote>
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Você aluga três filmes originais em uma locadora, que paga impostos e faz tudo certinho. Na porta da locadora você vê um cartaz gigantesco falando dos males da pirataria. Ok, mas você é um cliente, está lá pra alugar e não pra comprar uma cópia pirata ou algo parecido. Acaba levando três filmes pra casa, ansioso pra ocupar aquela quarta-feira tediosa com alguma coisa. Assim que você insere um deles ao invés de surgirem alguns trailers, mais propagandinha anti-pirataria. Você tem que perder dois minutos da sua vida vendo isso em um filme que foi alugado legitimamente? Nem precisa responder.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Um dos três filmes é realmente bom e merece entrar pra sua coleção, então você decide que vai comprá-lo quando tiver uma chance. Alguns meses mais tarde você depara com o título numa loja de departamentos, a um preço acessível, e leva ele pra casa. Num domingo qualquer você senta com a sua garota pra rever o filme e assim que o DVD começa a rodar o mesmo vídeo anti-pirata, em toda sua majestade, invade a tela. &#8220;Porra, eu comprei esse filme!&#8221; você diz enquanto pensa que uma cópia pirata custaria uns R$ 20 a menos e não teria esse incômodo. Mas você não comprou pirata porque não se coleciona um DVD com uma capa feia e título escrito errado com caneta de retroprojetor.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Já quem comprou um CD não pode copiar pra deixar no carro, já que ninguém em sã consciência deixa os originais de bobeira, porque uma trava anti-pirataria não deixa. Outro que adquiriu um livro em PDF não pode copiar o texto ou reproduzir o arquivo um número ilimitado de vezes, pelo mesmo motivo. Em todos os casos, a cópia pirata é livre e a original restrita.</p>
<p align="justify">Os executivos da indústria do entretenimento andam extremamente neuróticos já que seus produtos podem ser reproduzidos e distribuídos a um custo muito próximo de zero. Eles ainda encaram a pirataria como algo totalmente vil e imoral e por isso têm que lembrar os cidadãos disso o todo tempo, principalmente colocando anúncios e restrições no que é original. O que não parecem não entender é que a pirataria já tomou formas próprias em todas as culturas e países do mundo, e que as pessoas sabem que é errado piratear. Ao invés de investirem tempo e dinheiro em travas e lições de moral que atrapalham e chateiam seus consumidores eles deveriam tentar mudar a forma de vender seus produtos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Hoje em dia quando vão ao cinema, as pessoas pagam pela experiência de ver o filme em uma tela grande, com um ótimo som, comendo pipoca e tomando coca-cola acompanhados pelos amigos. Se quisessem &#8220;apenas&#8221; ver o filme, poderiam gastar R$ 5 no camelô da esquina e levarem o mesmo pra assistir em casa. Ninguém vai ser preso por fazer isso em nenhuma parte do globo terrestre. Se a indústria cinematográfica está preocupada com a pirataria ela devia se esforçar em fazer a experiência de ir ao cinema (ou ter um DVD original) cada vez mais divertida e prazerosa ao invés de buscar doutrinar e ameaçar seus consumidores por causa da pirataria.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Da mesma forma, se a indústria fonográfica tivesse apostado suas fichas no formato mp3 (ou na música digital) mais cedo e implantado lojas virtuais, ou mesmo maquininhas de vender música em shopping centers, seria muito melhor pra todo mundo. Claro, imaginando que seria vendido mais barato, já que ninguém ia ter que gastar milhares em estoque e distribuição de CDs.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Como nada disso foi feito a pirataria está aí, forte como nunca. Além dos produtos serem mais baratos que os originais, ou mesmo gratuitos, ela se utiliza de meios de distribuição e reprodução que permitem ampliar o público de um determinada mídia de maneira exponencial. As cópias piratas, apesar de tudo, suprem uma demanda reprimida e chegam onde o mercado legal ainda não conseguiu atingir.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O Brasil tem um caso interessante nesse aspecto: muitas bandas de forró e brega conseguiram distribuir seus CDs prensando cópias baratas e vendendo para os camelôs. Enquanto poderiam gastar milhares de reais em CDs caros, e que seriam vendidos só em lojas especializadas, eles souberam aproveitar de uma estrutura criada pela pirataria de música pra conseguir chegar ao público.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A maioria das empresas procura vender seus produtos com pesadas restrições ao consumidor porque entendem que qualquer um deles pode colocar o produto de graça na internet. Todos nós somos, na cabeça deles, criminosos em potencial. Não chega a ser mentira, mas&#8230; está funcionando? Não temos praticamente todos os produtos digitais que se encontram à venda também disponíveis em versões “gratuitas”?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Outro ponto a se pensar é a real dimensão do dano que a pirataria causa.<strong> Tropa de Elite</strong> caiu nos camelôs antes de pintar no cinema e o diretor já correu pra dizer que o filme seria um fracasso por causa disso. Nada mais inocente do que essa declaração, já que durante os meses subseqüentes não se falou em outra coisa que não no filme. Obviamente <strong>Tropa</strong> foi um recorde de bilheteria, porque muitos queriam a experiência de vê-lo no cinema.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://arstechnica.com/news.ars/post/20060505-6761.html" target="_blank">Apesar disso, as grandes empresas alegam milhões de reais em prejuízo todo ano</a>, usando a lógica absurda de que uma cópia pirateada é uma cópia legal que deixou de ser vendida. Esse raciocínio parece razoável mas é fantasioso, já que não se pode assegurar que todos os que adquirem produtos piratas são consumidores em potencial de originais. Grande parte do consumo de pirataria se dá pela conveniência e pela onipresença. Camelôs vendendo CDs e DVDs piratas estão em cada esquina, e têm capacidade de atingir muito mais pessoas que quaisquer lojas. Assim o dinheiro “perdido em pirataria” é mais o resultado de cópias baratas e abundantes do que de uma procura do público em consumir essas cópias.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Outro grande vilão seria a “pirataria doméstica”, os downloads ilegais de séries, filmes, livros e revistas. E esse é um caso ainda é mais complexo de se calcular os supostos prejuízos. Não é uma pirataria feita para gerar lucro, mas um livre compartilhamento de conteúdo entre aficionados de um determinado assunto ou mídia.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A título de exemplo, grande parte de quem baixa quadrinhos, também compra quadrinhos. Na verdade a possibilidade de pegá-los da internet representa uma chance de ampliar a variedade de títulos lidos.<span> </span>Mas da mesma maneira que o freqüentador de cinema não vai lá só para assistir o filme, o consumidor<span> </span>de quadrinhos também não paga simplesmente para ler a história. Ele quer ter o material, a edição de luxo, poder guardar na estante, ler antes de dormir, carregar pra outros lugares. As vantagens de se ter um produto material são imensas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Da mesma maneira o formato mp3 ampliou a quantidade de música consumida no mundo, ainda que ilegalmente, e ajudou muitos artistas a ganhar público. Fora os multimilionários do Mettallica, nenhum artista reclama do fato de suas músicas estarem disponíveis de graça. O que se vê hoje em dia é um movimento das grandes gravadoras para reprimir os downloads ilegais (inclusive com processos doentios) mas nenhum movimento organizado de artistas – que sempre ganharam dinheiro com shows.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A questão, que vem sendo repetida exaustivametne ao longo do texto, é que existem pessoas em todo mundo dispostas a gastar dinheiro com produtos que já se encontram pirateados, que querem a experiência do original. E isso não é ideologia, é escolha. Encostar num cantinho e fazer beiço, ou berrar que tudo está errado não vai resolver problemas de mercado. Se isso é tudo o que a indústria do entretenimento pode fazer, então é melhor admitir que foram derrotados pela máfia chinesa, nerds sedentários, <a href="http://thepiratebay.org/" target="_blank">webdesigners suecos</a> e camelôs.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A obsolência do mercado de entretenimento frente às novas técnicas de produção e distribuição são as principais do avanço vertiginoso da pirataria nessa última década. E todas as subseqüentes tentativas de doutrinação e repressão aos consumidores não vão reverter esse quadro. Mais que isso é preciso pensar em novas formas para o mercado do entretenimento frente às mudanças socioculturais e tecnológicas. Ampliar as possibilidades do consumidor e conseguir concorrrer com os piratas não é simples, não é fácil, mas é a única solução.</p>
<p>&#8212;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A verdadeira revolução no consumo de livros, música e filmes não é causada pela pirataria. Os piratas só reproduzem o que está por aí, mas as tecnologias e <em>know-how</em> apropriados por eles também podem ser usadas por pessoas e grupos que produzem.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">À medida que avançam os processos de publicar, gravar e filmar, torna-se muito mais fácil para os criadores controlarem os meios de produção. No passado, custava uma fortuna gravar um disco de qualidade. Hoje qualquer estúdio medianamente competente consegue fazer isso a um preço camarada. Antes era necessário gastar dinheiro pra fazer seus textos, músicas e filmes chegarem até um público, coisa que a internet a um custo próximo de zero.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Em um mundo onde qualquer um pode produzir e ter audiência, muitos vão fazer isso e alguns vão fazer com qualidade. <a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/2007/10/24/it_s_the_end_of_the_world_as_we_know_it_">E, seguindo na contramão, alguns artistas consagrados vão ver a oportunidade de se tornarem independentes</a>, como aconteceu com o Radiohead &#8211; <a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;ct=res&amp;cd=1&amp;url=http%3A%2F%2Fblog.wired.com%2Fmusic%2F2007%2F10%2Festimates-radio.html&amp;ei=kcMpR5qXCZbcerDu-J0C&amp;usg=AFQjCNEhXoO-p71lZIjrztX35BgakDr8yg&amp;sig2=S7IASiFWbybALNZ10rL_ug" target="_blank">cujo álbum colocado &#8220;de graça&#8221; na internet parece ter rendido a eles cerca de US$ 6 a 10 milhões nos primeiros dias.</a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="text-decoration:underline;">Para ir além</span></strong></p>
<p><a href="http://arstechnica.com/index.ars">http://arstechnica.com/</a></p>
<p><a href="http://www.informationarchitects.jp/" target="_blank">http://www.informationarchitects.jp/</a></p>
<p><a href="http://gardenal.org/trabalhosujo">http://gardenal.org/trabalhosujo</a></p>
<p><a href="http://www.wumingfoundation.com/" target="_blank">http://www.wumingfoundation.com/</a></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/fairesavoir.wordpress.com/230/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/fairesavoir.wordpress.com/230/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fairesavoir.wordpress.com/230/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fairesavoir.wordpress.com/230/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fairesavoir.wordpress.com/230/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fairesavoir.wordpress.com/230/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fairesavoir.wordpress.com/230/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fairesavoir.wordpress.com/230/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fairesavoir.wordpress.com/230/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fairesavoir.wordpress.com/230/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fairesavoir.wordpress.com/230/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fairesavoir.wordpress.com/230/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fairesavoir.wordpress.com/230/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fairesavoir.wordpress.com/230/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fairesavoir.wordpress.com/230/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fairesavoir.wordpress.com/230/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=230&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Tropa de Elite Facts</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Oct 2007 05:42:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Barba</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[sociologia de buteco]]></category>
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		<category><![CDATA[farmácia]]></category>
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		<category><![CDATA[Jack Bauer]]></category>
		<category><![CDATA[Tropa de Elite]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Ó o presunto!&#8221; Eu tava errado. No Tropa de Elite não tem Rambo mas sobra Jack Bauer. A ONG, os universitários, a aula de sociologia, tudo muito caricato, 0 ou 1, mas é a visão dos PMs sobre a realidade. É legal humanizar os caras, sentar o dedo na ferida de todo maconheiro e ainda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=211&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://www.cinemacomrapadura.com.br/noticias/img/8577-2007-09-26-20:53:18_1.jpg" alt="" width="400" height="266" /></p>
<p align="center">&#8220;Ó o presunto!&#8221;</p>
<p align="justify">Eu tava errado. No <strong>Tropa de Elite</strong> não tem Rambo mas sobra Jack Bauer. A ONG, os universitários, a aula de sociologia, tudo muito caricato, 0 ou 1, mas é a visão dos PMs sobre a realidade. É legal humanizar os caras, sentar o dedo na ferida de todo maconheiro e ainda pagar lição de moral pra sociedade em geral. Mas fala aí, é isso? Quem aplaudiu as atitudes dos policiais tem problema &#8211;  na cabeça ou no cólon. Porque tudo isso aí em cima tá bem pequeno em relação ao que o filme esfrega na cara de todo mundo: pro cara virar PM de verdade tem que meter tapa e saco plástico na mulher do traficante, querer enfiar cabo de vassoura no c* de vapor ou executar nego com um tiro de dozão na cara.</p>
<p align="justify"><span style="text-decoration:line-through;">É, os caras fazem isso pra eu e você dormirmos em paz.</span></p>
<p align="justify">Será? Um dia, o fogo cruzado vai chegar até aí na sua porta. Se é que já não tá.</p>
<p align="justify">&#8211;</p>
<p align="justify">Eu fui no lançamento do <strong>Elite da Tropa</strong> aqui em Belo Horizonte. Os caras falaram por alguns minutos de como foi escrever o livro e da experiência de servir no BOPE. Um deles, por sinal o que saiu, não acredita mais na PM do Rio e acha que ela tem que ser extinta.</p>
<p align="justify">&#8211;</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://amphetamines.com/amphet.jpg" alt="" width="292" height="293" /></p>
<p align="center">&#8220;Essa é da boa. Safra Roche® legítima de 1998.&#8221;</p>
<p align="justify">Usuário financia o tráfico, é fato. Então galera eu tenho a solução perfeita pra consciência de vocês e é mais tranquila do que legalizar, como sugere o <a href="http://impostor.wordpress.com/2007/09/21/senta-o-dedo/" target="_blank">Bressane</a>: financiem a indústria farmacêutica. Ao invés de irem ao morro buscar um pó ou um brau, corram na farmácia e peçam uma tarja vermelha ou preta. Vai de <a href="http://veja.abril.com.br/271004/p_068.html" target="_blank">ritalina</a>? Vai de <a href="http://www.fcfar.unesp.br/revista_pdfs/vol27n3/trab_11.pdf" target="_blank">diazepam</a>? <a href="http://www.spiner.com.br/modules.php?name=drogastofora&amp;file=menu/tratamento" target="_blank">Codeína</a>? <a href="http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,,EPT900393-1664,00.html" target="_blank">Benflogin</a>? Se você for da paz tem um <a href="http://saudesa.blogspot.com/2005/01/chegou-vez-do-prozac.html" target="_blank">prozac</a> esperto também. E se quiser <a href="http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/noticia_exibe.asp?cod_noticia=1159" target="_blank">efedrina</a> é só dar um pulinho na loja de suplemento pra maromba. Qualquer uma te vende um potão por cinquentinha.</p>
<p align="justify">As drogas estão por aí desde os primórdios, e não vão sumir nem quando matarem todos os traficantes. O ser humano precisa delas. Lícitas ou ilícitas. Medicinais ou recreativas. A proibição é cultural, é política, é uma desculpa pra cambada ganhar votos prometendo o que não pode cumprir e ignorar o problema monumental de saúde causado pela dependência química &#8211; sejam da farmácia ou do morro. Em tempo: <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/brasil/2292501-2293000/2292644/2292644_1.xml" target="_blank">o Brasil já lidera o ranking no consumo de anfetaminas</a>.  Antes isso, ao menos todo mundo vai ficar magrinho.</p>
<p align="justify">&#8212;</p>
<p align="justify">Em tempo a idéia do o título <a href="http://capitaonascimento.wordpress.com/2007/10/05/capitao-nascimento-facts/" target="_blank">saiu daqui</a>.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/fairesavoir.wordpress.com/211/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/fairesavoir.wordpress.com/211/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fairesavoir.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fairesavoir.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fairesavoir.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fairesavoir.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fairesavoir.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fairesavoir.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fairesavoir.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fairesavoir.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fairesavoir.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fairesavoir.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fairesavoir.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fairesavoir.wordpress.com/211/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fairesavoir.wordpress.com/211/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fairesavoir.wordpress.com/211/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=211&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Cachorrão</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 13:43:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Barba</dc:creator>
				<category><![CDATA[sociologia de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos últimos anos tem sido difícil comer bem nos interiores da vida. Cidades que possuem ótimos pratos típicos e regiões com uma culinária fantástica já não são qualquer garantia de uma boa refeição. Por todo lado têm se servido a mesma coisa: cachorro quente, hamburger e pizza. Por ocasião da Festa de São João das [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=187&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="flickr-frame"><a title="photo sharing" href="http://www.flickr.com/photos/baader/768468291/"></a></p>
<p style="text-align:center;"><a title="photo sharing" href="http://www.flickr.com/photos/baader/768468291/"><img class="flickr-photo" src="http://farm2.static.flickr.com/1033/768468291_4edc92e6ce.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="flickr-yourcomment" align="justify">Nos últimos anos tem sido difícil comer bem nos interiores da vida. Cidades que possuem ótimos pratos típicos e regiões com uma culinária fantástica já não são qualquer garantia de uma boa refeição. Por todo lado têm se servido a mesma coisa:  cachorro quente, hamburger e pizza.</p>
<p class="flickr-yourcomment" align="justify">Por ocasião da Festa de São João das Missões em 2005 e 2007 havia algumas duas barracas que serviam peixe frito, tropeiro e receitas com ingredientes da região. As outras se limitavam vender a versão tupiniquim da culinária gringa. Em Jequitinhonha tentei sair pra comer um petisco de boteco, umas iscas de peixe ou algo assim, não havia nada do tipo fora do hotel onde eu estava hospedado. Novamente, embora nem fosse dia de festa, abundavam <em>trailers</em> e lanchonetes onde era  possível se entupir de <em>junk-food</em> por R$ 5.</p>
<p class="flickr-yourcomment" align="justify">Sempre me pego imaginando porque as pessoas abandonam uma culinária tão rica e gostosa pra comer receitas que levam apenas ingredientes industrializados. Como é que o McDonald&#8217;s existe na Itália, na China ou aqui? Fora algumas raras exceções, a comida deles é bem ruim se comparada a um bom PF de botequim. Fui a um McDonald&#8217;s pela primeira vez quando tinha 8 anos, na ocasião me disseram que era chique. No mesmo dia descobri que era alérgico a alguma coisa que eles usam no sanduíche, e nunca consegui comer um sem passar mal.</p>
<p class="flickr-yourcomment" align="justify">O fato é que, as grandes redes de lanchonetes (ainda) não chegaram nos interiores que eu visito a trabalho, mas o que elas servem já está lá. As pessoas não comem pizza ou cachorro-quente no dia-dia, é um tipo de comida com algum status. Virou refeição de dia de festa, de exposição agropecuária, de carnaval, de sexta à noite. É como se tivesse um poder qualquer de inserir aqueles lugares e pessoas no mundo: de repente, no meio do sertão bravo, você está comendo a mesma coisa que alguém em NY. A comida do mocinho no filme da Sessão da Tarde.</p>
<p class="flickr-yourcomment" align="justify">Prato típico só em lugar pra turista, e a preço alto.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/fairesavoir.wordpress.com/187/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/fairesavoir.wordpress.com/187/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fairesavoir.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fairesavoir.wordpress.com/187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fairesavoir.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fairesavoir.wordpress.com/187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fairesavoir.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fairesavoir.wordpress.com/187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fairesavoir.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fairesavoir.wordpress.com/187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fairesavoir.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fairesavoir.wordpress.com/187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fairesavoir.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fairesavoir.wordpress.com/187/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fairesavoir.wordpress.com/187/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fairesavoir.wordpress.com/187/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=187&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Barba</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://farm2.static.flickr.com/1033/768468291_4edc92e6ce.jpg" medium="image" />
	</item>
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		<title>O Trabalho Mata</title>
		<link>http://faire-savoir.info/2007/07/31/o-trabalho-mata/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Aug 2007 00:41:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Barba</dc:creator>
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		<category><![CDATA[sociologia de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[O trabalho liberta Ainda não consegui decidir se odeio ou adoro trabalhar, mas com certeza não consigo ser indiferente. Minha precária administração do tempo, que frequentemente resulta fins de semana e e noites varados pra cumprir prazos, não me permite ter um relacionamento normal com o trabalho e assim ele se torna onipresente. Duas coisas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=161&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://fairesavoir.files.wordpress.com/2007/07/2-auschwitz.jpg?w=405&#038;h=302" alt="Auschwitz" height="302" width="405" /></p>
<p align="center"><em>  O trabalho liberta</em></p>
<p align="justify">Ainda não consegui decidir se odeio ou adoro trabalhar, mas com certeza não consigo ser indiferente. Minha precária administração do tempo, que frequentemente resulta fins de semana e e noites varados pra cumprir prazos, não me permite ter um relacionamento normal com o trabalho e assim ele se torna onipresente.</p>
<p align="justify">Duas coisas são deliciosas quando se trata de trabalhar: ver terminada alguma coisa da qual você se orgulha e ter reconhecimento pelo que se fez (o que obviamente inclui o dinheiro). O resto, especialmente a rotina, é um pé no saco.</p>
<p align="justify">Mas particularmente acho que a definição atual de trabalho é muito restrita. Quem faz alguma atividade sem patrão e/ou remuneração geralmente se define como &#8220;artista&#8221; &#8211; é sempre bom usar o charme da pobreza boêmia &#8211; ou &#8220;ativista&#8221; &#8211; melhor nem comentar. Pelo menos pra mim, esse esquema de fazer trampinho ou organizar protesto é uma forma de trabalho sim &#8211; entre outras atividades possíveis dentro das duas categorias descritas acima, só que talvez menos destrutivo e alienante que a maneira &#8220;tradicional&#8221; de trabalhar. Claro, se você for um comuna da UNE do Partidão ou similares, vai estar tão alienado quanto uma criancinha que monta tênis Nike na Indonésia.</p>
<p align="justify">Na verdade o engraçado é que o capitalismo se alia com a democracia e produz uma idéia de que é totalmente laico em sua ética e valores, pelo menos é o que os teóricos da economia neoclássica adoram defender, apesar do Weber. Mas não é. <span style="font-weight:bold;">Ganhar o pão com o suor do teu rosto</span> é a máxima cristã. Claro, talvez esse versículo só quisesse dizer que nada vem sem esforço, mas a noção reproduzida por ele foi outra: <span style="font-weight:bold;">o trabalho dignifica o homem</span>, frase construída pra justificar a servidão medieval que até hoje é entendida como verdade absoluta. Mas hoje ao invés de apenas comer o pão, devemos tomar o vinho californiano junto e comprar o carro alemão &#8211; e se forem frutos do seu trabalho eles provam que você é digno de verdade. De resto, você é um fracassado.</p>
<p align="justify"><span style="font-weight:bold;">O trabalho liberta</span> é o que estava escrito nos portões de Auschwitz. Talvez naquela época os cartões de crédito, compras online e horas extra e metas ainda não tivessem sido inventados. Num mundo onde, apesar do conforto absurdo, se trabalha cada vez mais pra consumir e o lixo é produzido em toneladas por pessoa/ano talvez o digno seja não trabalhar &#8211; especialmente quando já foram diagnosticadas <a href="http://www.ipcdigital.com/ver_noticiaA.asp?descrIdioma=br&amp;codNoticia=7241&amp;amp;amp;amp;amp;amp;codPagina=7543&amp;codSecao=302">mortes por excesso de trabalho</a>. Por enquanto vamos seguindo, sempre rumo ao sucesso, vivendo dentro de uma propaganda de banco. Os juros só vão ser cobrados daqui a muitos anos.</p>
<p align="justify"> (Post gêmeo do que eu fiz pro <a href="http://coronalostart.blogspot.com">Corona</a>)</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/fairesavoir.wordpress.com/161/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/fairesavoir.wordpress.com/161/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fairesavoir.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fairesavoir.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fairesavoir.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fairesavoir.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fairesavoir.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fairesavoir.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fairesavoir.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fairesavoir.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fairesavoir.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fairesavoir.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fairesavoir.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fairesavoir.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fairesavoir.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fairesavoir.wordpress.com/161/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=161&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Um laptop por criança</title>
		<link>http://faire-savoir.info/2007/07/25/um-laptop-por-crianca/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jul 2007 02:15:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Barba</dc:creator>
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		<category><![CDATA[sociologia de buteco]]></category>
		<category><![CDATA[tecnofagia]]></category>

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		<description><![CDATA[XO-1, o brinquedinho de US$ 100 &#8220;Inclusão digital&#8221; é a expressão do momento, filantropia (?) pra não deixar ninguém fora da internet. Por um lado acho muito bacana já que vivo plugado na frente do computador por trabalho e por diversão. O que é curioso nessa história é a idéia de que os computadores vão [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=145&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://fairesavoir.files.wordpress.com/2007/07/olpc.jpg" title="OLPC"></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://fairesavoir.files.wordpress.com/2007/07/olpc.jpg" title="OLPC"><img src="http://fairesavoir.files.wordpress.com/2007/07/olpc.jpg?w=420&#038;h=328" alt="olpc.jpg" height="328" width="420" /></a></p>
<p align="center"> XO-1, o brinquedinho de US$ 100</p>
<p align="justify">&#8220;Inclusão digital&#8221; é a expressão do momento, filantropia (?) pra não deixar ninguém fora da internet. Por um lado acho muito bacana já que vivo plugado na frente do computador por trabalho e por diversão. O que é curioso nessa história é a idéia de que os computadores <u>vão</u> melhorar a vida das pessoas quando o mais correto seria dizer que <u>podem</u> fazê-lo.</p>
<p align="justify">Um dos maiores projetos desse tipo é o <a href="http://laptop.org/index.pt_BR.html" target="_blank">One Laptop per Child</a> (ou OLPC), dirigido por Nicholas Negroponte do MIT, que tem por objetivo produzir computadores baratos para serem usados como ferramentas de ensino nos países &#8220;em desenvolvimento&#8221;. O laptop base do OLPC, chamado de <strong>XO-1</strong>, é o mais próximo de um computador popular que de que já tive notícia. Com objetivo de custar cerca de US$100, por enquanto ele sai a US$ 176, ele possui uma configuração modesta mas foi <a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/technology/6679431.stm" target="_blank">projetado de maneira extremamente funcional</a>. Vejamos:</p>
<p align="justify">A idéia é fazer uma máquina compacta, sem grandes peças de hardware, o que também deve favorecer a economia de energia &#8211; drives de CD/DVD, impressoras e outros periféricos podem ser conectados via USB.  Ao invés de um HD temos uma memória flash de 1GB , com possibilidade de expansão da memória através de periféricos na USB ou cartões SD. O processador é um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Geode_%28processor%29" target="_blank">AMD 433 MHz</a> que devido ao baixo poder de processamento não possui cooler (não vou discutir com eles, são do MIT, mas acho que AMD esquenta muito aqui ao sul do Equador), o laptop também conta com 256 SDRAM.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://fairesavoir.files.wordpress.com/2007/07/olpc-01.gif?w=700" alt="XO-1" /></p>
<p align="justify">O display é um LCD de baixo custo que, entre outras funções, pode ser colocado em modo monocromático tornando-a legível mesmo sob a luz do sol. O sistema operacional é baseado em Linux e foi desenvolvido pela Red Hat, ocupa cerca de 130MB contra os 1,5GB do Windows XP. Seus programas incluem um browser baseado no Firefox, uma ferramenta de texto (capaz de trabalhar até em formatos da Microsoft!), um leitor de PDF, um mídia player, uma ferramenta de criação de música, programas e desenho e alguns joguinhos. Além disso o <strong>XO-1</strong> se comunica com outros via wireless, mesma maneira que acessa a internet, e também possui uma câmera integrada.</p>
<p align="justify">O teclado é emborrachado, o console é muito resistente a quedas e &#8211; isso eu realmente achei fantástico &#8211; pode ser recarregado usando uma bobina própria, desenvolvida para sua aplicação em comunidades onde ainda não existe eletricidade. Ou seja: em termos de funcionalidade a OLPC parece ter cumprido a meta. O <strong>XO-1</strong> parece bastante confiável em termos de desempenho e durabilidade, um passo gigantesco na inclusão digital.</p>
<p align="justify">O que me intriga olhando daqui é o seguinte: o que garante que esses aparelhos vão ser úteis como ferramentas de ensino quando muitas vezes nem os próprios professores estão capacitados a usá-los efetivamente, quanto menos ensinar com eles? Bem, isso é um assunto de cada país que aderir ao projeto &#8211; o Brasil incluso &#8211; e não é uma pergunta fácil de ser respondida, pelo menos nessa fase inicial.</p>
<p align="justify">Os críticos do projeto argumentam, entre outras coisas, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/$100_laptop#Good_use_of_money" target="_blank">que o dinheiro dos laptops poderia ser usado na construção de bibliotecas e escolas</a> &#8211; que proporcionalmente custariam bem menos e beneficiariam mais comunidades &#8211; e que a os idealizadores da OLPC estariam usando a mentalidade americana pra resolver problemas que são diversos e complexos em outras partes do mundo.  Além disso <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/$100_laptop#Environmental_concerns" target="_blank">em menos de 5 anos essas pecinhas serão nada mais do que lixo.</a> E eu também tenho que admitir que já espero o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/$100_laptop#Theft_and_resale" target="_blank">desvio de várias dessas maquininhas pro mercado paralelo aqui no Brasil</a>&#8230;</p>
<p align="justify">Por mais &#8220;contras&#8221; que o projeto possua ele vai causar um grande impacto em termos de  inclusão digital. As crianças que fizerem uso dele &#8211; mesmo que seja para chat, Orkut e outras bobagens &#8211; vão criar um monte de noções importantes para se trabalhar em computadores. Vão saber o que é um duplo clique, como se edita um texto, o que são ícones, como se navega pela internet (ainda que seja pra jogar ou <a href="http://www.engadget.com/2007/07/20/reuters-shocked-that-olpc-testers-using-xo-for-xxx/" target="_blank">ver mulher pelada</a>), etc. Se já estamos assistindo uma <a href="http://www.overmundo.com.br/overblog/lan-houses-se-alastram-pelo-sertao" target="_blank">inclusão digital massiva através das lan-houses</a>, resta esperar pra ver como isso vai andar junto com o projeto da OLPC.</p>
<p align="justify">(Agradecimentos ao <a href="http://pristina.org" target="_blank">Pristina</a>, por me lembrar que isso existe.)</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/fairesavoir.wordpress.com/145/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/fairesavoir.wordpress.com/145/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fairesavoir.wordpress.com/145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fairesavoir.wordpress.com/145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fairesavoir.wordpress.com/145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fairesavoir.wordpress.com/145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fairesavoir.wordpress.com/145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fairesavoir.wordpress.com/145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fairesavoir.wordpress.com/145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fairesavoir.wordpress.com/145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fairesavoir.wordpress.com/145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fairesavoir.wordpress.com/145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fairesavoir.wordpress.com/145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fairesavoir.wordpress.com/145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fairesavoir.wordpress.com/145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fairesavoir.wordpress.com/145/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=145&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Patrimônio Público e o Espírito de Porco!</title>
		<link>http://faire-savoir.info/2007/02/14/patrimonio-publico-e-o-espirito-de-porco/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Feb 2007 00:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Barba</dc:creator>
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		<category><![CDATA[sociologia de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[Então estava desde segunda-feira, talvez antes, atrás de um mapas do Projeto Radam. Precisava deles pra um projeto lá da faculdade, já que a região onde o pessoal está trabalhando é muito pouco mapeada. A área é o Médio Jequitinhonha, que está mapeado no volume número 34 do projeto &#8211; que também pega a áreas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=82&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;">Então estava desde segunda-feira, talvez antes, atrás de um mapas do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto_Radam">Projeto Radam</a>. Precisava deles pra um projeto lá da faculdade, já que a região onde o pessoal está trabalhando é muito pouco mapeada. A área é o Médio Jequitinhonha, que está mapeado no volume número 34 do projeto &#8211; que também pega a áreas Espírito Santo e Rio de Janeiro.</p>
<p>O mais natural é ir ao Instituto de Geociências lá da UFMG procurar os mapas, já que lá tem uma mapoteca bacana. Uma funcionária me auxilia, mas quando procuramos onde os mapas deveriam estar, uma surpresinha: foram roubados. Ok, eu vi o mural bizarro lá na Faculdade de Educação onde expuseram capas de livros arrancadas por alunos (ou talvez um só) para burlar a fiscalização eletrônica da biblioteca. Sim, pra roubar oras&#8230;</p>
<p>Liguei no Instituto de Geociências Aplicadas, órgão do governo estadual. A secretária falou que tem os mapas mas não me emprestaria nem por uma hora pra eu pedir uma reprodução na gráfica. Por quê? Porque vários deles &#8220;sumiram&#8221; de lá ou foram levados por pessoas que não os devolvem. Foram roubados.</p>
<p>A solução final é ir até o Departamento Nacional de Produção Mineral, o órgão responsável pela elaboração e publicação do Radam há algumas décadas atrás. Já era sexta à tarde, então marquei com a bibliotecária de passar lá na segunda. Chego. Ela afirma que tem os mapas e vai pegar. Fico feliz, mas desconfiando, no íntimo, que vou acabar saindo de lá de mãos abanando. Minha intuição, que quase nunca falha, estava certíssima. Algum <span style="font-style:italic;">grandissíssimo</span> filho da puta havia carregado os mapas de lá também.</p>
<p>Ok. &#8220;Não entremos em pânico&#8221; vou pensando. Começo a disparar perguntas. &#8220;O IBGE tem esses mapas?&#8221; Não. &#8220;Vocês não teriam como pedir mais mapas?&#8221; Não. &#8220;O material do Projeto Radam é republicado?&#8221; Não. Uau, estava mesmo cheio de opções. Felizmente ela fala que os mapas podem estar disponíveis no CPRM &#8211; também chamado Serviço Geológico do Brasil. Liguei pra lá. Me pediram pra mandar um e-mail reservando e disseram que vão me emprestar os mapas durante duas horas pra eu poder reproduzi-los numa gráfica.</p>
<p>Ótimo. Resolvido o problema com dias de atraso porque uns otários curtem roubar bibliotecas. Isso pra mim não faz qualquer sentido, porque de uma certa maneira você acaba roubando uma coisa que já estava à sua disposição, arquivada e cuidada de acordo. Claro, à sua disposição e à disposição de milhões de pessoas, mas sempre tem quem não quer dividir nada.</p>
<p>Bibliotecas são, pelo menos pra mim, uma das formas mais espertas de gestão de um patrimônio comum, passando pela mão do Estado ou não. Acho que devíamos ter mais coisas, além de livros, organizadas nesse esquema: filmes, bicicletas, ferramentas, etc. E, sim, eu sei que enquanto você está lendo isso pensa que é impossível. E é mesmo. Graças ao supremo e inigualável Espírito de Porco.</p>
<p>P.S.: Eu sempre fui um dos que não aceitam a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Gerson">Lei de Gerson</a> como uma instituição da cultura brasileira. Claro, quando você vê Brasília pela televisão fica difícil pensar o contrário, mas já vi exemplos de trabalho conjunto bem interessantes pra dar isso como verdade. O que me mata de raiva é que, um cara que rouba um mapa desses ou convenientemente &#8220;esquece de devolver&#8221;, é alguém que tem noção do valor dele. Penso em um fulano com curso universitário, concluído ou em andamento, membro da classe média, pesquisando ali pra um trabalho de fim de curso ou pós-graduação &#8211; se bobear em uma instituição pública.</p>
<p>Heh.</p>
<p>A pena pra furto em bibliotecas deveria ser de 100 chibatadas.</div>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/fairesavoir.wordpress.com/82/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/fairesavoir.wordpress.com/82/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fairesavoir.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fairesavoir.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fairesavoir.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fairesavoir.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fairesavoir.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fairesavoir.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fairesavoir.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fairesavoir.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fairesavoir.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fairesavoir.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fairesavoir.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fairesavoir.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fairesavoir.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fairesavoir.wordpress.com/82/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=82&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A Próxima Crise</title>
		<link>http://faire-savoir.info/2006/10/24/a-proxima-crise/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Oct 2006 21:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Barba</dc:creator>
				<category><![CDATA[gonzotrip]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[sociologia de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[(outra piração) . . Um colunista do Exile, Gary Bretcher, disse na ultima edição &#8220;(&#8230;) when you think about it, because from Tijuana on south, every Latino is born knowing two things: how to lower a Chevy and that the Gringos are always to blame. &#8220; Fazendo uma mea culpa, acho que dá pra dizer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=62&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;"><span style="color:#000000;">(outra piração)</span><br />
.</span><br />
<span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Um colunista do <a href="http://exile.ru/">Exile</a>, Gary Bretcher, disse na ultima edição  <span style="font-style:italic;">&#8220;(&#8230;) when you think about it, because from Tijuana on south, every Latino is         born knowing two things: how to lower a Chevy and that the Gringos are always to blame. &#8220;</span></p>
<p>Fazendo uma mea culpa, acho que dá pra dizer que muitas vezes culpamos nossos colegas do norte um pouco mais do que merecem. Mas, ligando alguns fatos do passado aos últimos acontecimentos, acho que podemos culpá-los um pouquinho mais. Não amiguinhos, não estou falando da colisão do Legacy e do Boeing, estou me referindo a nossa mais nova crise nuclear &#8211; que andam na moda ultimamente.</p>
<p>Era uma vez um governo despótico, que prosseguia feliz produzindo um dos estados mais vigiados do mundo, com cercas de arame militar nas praias para impedir que as pessoas fujam a nado, com seu líder carismático(?), polícia ideológica e campesinato miserável.  Mais uma grande prisão bizarra forjada por outra revolução &#8220;comunista&#8221;.  O governo ia então, fazendo essas coisas típicas de qualquer pesadelo orwelliano. Tudo isso no cantinho deles, inclusive propondo uma possível <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Korean_reunification">reunificação</a>.</p>
<p>O problema é que, após o <span style="font-weight:bold;">evento-que-virou-justificativa-pra-tudo<span style="font-style:italic;"><span style="font-weight:bold;"><span style="font-weight:bold;"><span style="font-style:italic;"><span style="font-style:italic;">, </span></span></span></span></span></span>o pequeno pesadelo orwelliano foi colocado junto de um monte de países junto da descrição paranóica de &#8220;Eixo-do-Mal&#8221;.  Se o Grande Irmão de lá usa Ray-Ban, pode ter certeza de que ele não é o idiota típico com o qual os gringos acham que podem brincar. Alguns acham que Bush acertou realmente havia um plano maligno em andamento. Eu acho que não, a merda está indo em direção ao ventilador porque o Grande Irmão de Ray-Ban traçou seu plano de ultima hora, e está pouco se fudendo pras consequências.</p>
<p>Sim, porque a Coréia do Norte pode ter o Grande Irmão, mas a Família está ali do ladinho, gigantesca e ganhando cada vez mais destaque no cenário internacional. A Republica Popular da China vende armas e mais armas para o exército norte-coreano, e não ia ficar necessariamente feliz com uma intervenção militar ali, bem no quintal.  E agora, a diplomacia cowboy, presa em duas guerras lamacentas não sabe como agir. Atacou dois países que não tinham armas de destruição em massa e não representavam perigo e agora está na fogueira da opinião popular se buscar uma terceira.</p>
<p>Não que a Coréia do Norte realmente tenha qualquer chance de produzir um míssil capaz de burlar os sistemas de defesa dos gringos. Acho que eles estão blefando, fazendo pressão e chantagem pra conseguir vantagens. Ou mesmo se fazendo de ameaçadores para garantir que não haja uma invasão norte-americana. Ué, você acha que se o Iraque realmente tivesse armas de destruição em massa os gringos iam invadir naquela patética frente única? Eles iam que nem na primeira Guerra do Golfo: ataques localizados e rápidos, usando bombardeios como suporte.</p>
<p>Enfim, se a Coréia do Norte causar uma explosão nuclear devido a uma invasão norte-americana, as conseqüências no plano político internacional serão caóticas. O Grande Irmão de Ray-Ban é pirado o suficiente pra mandar um míssil em qualquer um, acho que ninguém duvida disso. Mas, nem comecei a escrever esse artigo pra falar apenas sobre a Coréia do Norte. Vamos começar uma enquete: de quem vocês acham que eles conseguiram a tecnologia para o enriquecimento de urânio?  China? Muito óbvio! Rússia? Também. A resposta certa é um bem menos chamativa.</p>
<p>O Dr. Abdul Qadeer Khan, um dos fundadores do programa de armas nucleares do Paquistão, admitiu ter contrabandeado hiper-centrífugas e um bocadinho de urânio para os amigos norte-coreanos em troca da tecnologia de mísseis deles. Paquistão, o país onde ficam as escolas islâmicas em que o Taleban se formou. Os gringos sabiam dessa treta do Dr. Abdul e, no entanto, logo quando decidiram jogar suas bombas nos camponeses afegães, deram uma ajudinha de alguns milhões de dólares para o Paquistão,  em troca do uso das bases aéreas deles.</p>
<p>Sim, talvez o presidente Musharraf realmente não esteja aliado aos extremistas &#8211; tanto é que andaram &#8220;descobrindo&#8221; algumas centenas de comandantes da Al Qaeda e enviando  pra Washington em troca de milhões de dólares em recompensas &#8211; mas pode ser que amanhã, um outro governo menos discreto ou ponderado assuma. Talvez eles tenham a tecnologia de mísseis intercontinentais mais avançada e a vontade de se vingarem do Ocidente por causa da Guerra do Afeganistão.</p>
<p>Mas, os cowboys de Washington talvez não sejam tão ingênuos quanto se imagina. Citando <a href="http://www.ericmargolis.com/">Eric Margolis</a>, correspondente gringo no Paquistão:</p>
<p><span style="font-style:italic;">Leaked cabinet documents from 10 Downing Street show three months before invading Iraq   in 2003, President Bush told British PM Tony Blair that once he finished off Iraq, he planned to &#8220;go after&#8221; Pakistan and Saudi Arabia. Pakistan was in America’s cross hairs.<br />
</span><br />
E quando será isso? No terceiro ou quarto mandato dos republicanos? Porque até agora eu não vejo qualquer chance de uma nova guerra. E o Paquistão não é que nem o Iraque depois de uma década de embargo, nem o Afeganistão depois de anos lutando contra a invasão dos soviéticos. O exército é bem armado e treinado &#8211; já que foi concebido para lutar com a Índia, um adversário bem maior &#8211; além de contar com o suporte tecnológico moderado, cedido pelos gringos no passado.</p>
<p>Depois causarem uma grande e irreversível instabilidade no mundo islâmico, os norte-americanos ainda brincam com um possível adversário que pode adicionar muita pimenta no caldo quente que o Oriente se tornou.  Alguém tem idéia de qual será a próxima crise nuclear?</p>
<p>Dessa vez, infelizmente, as bombas não serão de festim.</p>
</div>
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		<title>1, 2, 3&#8230; testando.</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Oct 2006 00:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Barba</dc:creator>
				<category><![CDATA[pop as fuck]]></category>
		<category><![CDATA[sociologia de buteco]]></category>

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		<description><![CDATA[.. Esse texto é um acumulado de idéia que eu andei tendo depois que fui abençoado com a internet a cabo. Era pra ser um artigão grande, mas não consegui desenvolver ele bem seguindo a linha de raciocínio do começo&#8230; aí ficou essa parada quebrada e insana. Só cabe aqui mesmo. A Nova Realidade Internet [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=60&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:arial;">.</span><br /><span style="font-family:arial;">.</span>
<div style="text-align:justify;font-family:arial;">Esse texto é um acumulado de idéia que eu andei tendo depois que fui abençoado com a internet a cabo. Era pra ser um artigão grande, mas não consegui desenvolver ele bem seguindo a linha de raciocínio do começo&#8230; aí ficou essa parada quebrada e insana. Só cabe aqui mesmo.</div>
<p style="text-align:justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"><span style="font-weight:bold;">A Nova Realidade</span></p>
<p style="text-align:justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal">Internet à cabo é uma coisa novíssima pra mim, não paguei nem a terceira mensalidade ainda. Conexão baratinha, de 200 kbps, velocidade baixa para dos padrões de hoje. Não precisar gastar telefone pra olhar e-mail, conversar no MSN, navegar e fazer downloads. Legais ou ilegais, os descarregamentos de arquivos são o assunto mais debatido quando se fala do impacto da internet na indústria do entretenimento. No entanto seria bobagem julgar que eles são os maiores responsáveis pelas mudanças que o cyberespaço vem orquestrando no ramo. </p>
<div style="text-align:justify;font-family:arial;">  </div>
<p style="text-align:justify;font-family:arial;" class="MsoNormal">Tal impacto já alcança bem além do mercado de CDs, já que ultimamente é possível ter acesso, com relativa facilidade, a mídias de toda espécie: filmes, seriados, quadrinhos, livros, etc. Quer o filme novo do Super-Homem? Você acha. Quer os episódios completos da ultima temporada de uma <i>sitcom</i> qualquer? Está lá, é só ir baixando. Nunca leu a <i>graphic novel</i> V de Vingança? Nem precisa comprar, porque além de dar download nela<span>  </span>você ainda vai ter acesso a um programa especial para se ler quadrinhos no PC. </p>
<div style="text-align:justify;font-family:arial;">      </div>
<p style="text-align:justify;font-family:arial;" class="MsoNormal">Em resumo, a internet é uma prateleira de onde você pode pegar tudo, tudinho do bom e do melhor que a indústria do entretenimento oferece. Algumas vezes, você vai pegar escondido, enfiar debaixo da camisa e sair correndo, enfim: praticar pirataria,<span>  </span>bom e velho crime. Outras vezes você vai ter acesso a músicas, documentários e até mesmo filmes inteiros que foram disponibilizados de graça – a febre do Youtube que o diga. </p>
<div style="text-align:justify;font-family:arial;">  </div>
<p style="text-align:justify;font-family:arial;" class="MsoNormal">Se eu quero ler bons contos, comentários, tirinhas e notícias basta visitar um bocado de blogs em seqüência – muitos jornalistas, quadrinistas e escritores têm o seu. Se eu quero assitir videos curtos, dou um pulo no Youtube, se procuro documentários ou videos mais longos, lá está o Googlevideo. E qual artista que não deixa uma musiquinha ou outra pra você ouvir ou baixar no site dele? </p>
<div style="text-align:justify;font-family:arial;">      </div>
<p style="text-align:justify;font-family:arial;" class="MsoNormal">De uma forma ou de outra, o que interessa é que a internet proporciona uma infinidade de formas de entretenimento gratuito. Se antes todas essas possibilidades estavam sujeitas a pagamento, agora a realidade não é essa. No entanto, o maior potencial e intensidade dessa revolução não estão no ato de piratear, mas na quantidade absurda de bom conteúdo que a internet oferece e que pode ser adquirido a custo zero e de forma legal. </p>
<div style="text-align:justify;font-family:arial;">  </div>
<p style="text-align:justify;font-family:arial;" class="MsoNormal">É certo que o crescente acesso às novas tecnologias (para gravrar vídeos, tirar fotos, diagramar e fazer música) tende a descentralizar o entreitenimento das mãos de grandes empresas (estúdios, editoras, gravadoras ou redes de televisão). Vai haver cada vez mais acesso direto entre o artista e o consumidor. </p>
<div style="text-align:justify;font-family:arial;">      </div>
<p style="text-align:justify;font-family:arial;" class="MsoNormal">Hoje eu percebo que sou entretido muitas vezes por pessoas tão “profissionais” do ramo do entreitenimento quanto qualquer um. A maioria não ganha a vida com isso, mas estão aí produzindo mídias que, se não são da melhor qualidade, pelo menos trazem ótimas idéias. Outros, mais conhecidos e competentes, disponibilizam muito do que produzem na rede, como o jornalista e DJ <a href="http://gardenal.org/trabalhosujo">Alexandre Matias</a> e o quadrinista <a href="http://www.malvados.com.br/">André Dahmer</a>, e nem por isso deixam de atuar profissionalemente. </p>
<div style="text-align:justify;font-family:arial;">  </div>
<p style="text-align:justify;font-family:arial;" class="MsoNormal">A tendência promovida pela internet é a de fragmentar a atenção, de tirar muito da audiência das redes de TV e rádios comerciais – uma vez que o acesso tende a aumentar. Cada seleto grupo de consumidores e artistas terão seu espaço, sua comunidade: de apreciadores de música caipira até (os improváveis) especialistas em mixar <i>folk</i> com composições medievais. </p>
<div style="text-align:justify;font-family:arial;">      </div>
<p style="text-align:justify;font-family:arial;" class="MsoNormal">Mas e a indústria do entretenimento? Como grandes e pequenas empresas vão ficar? </p>
<div style="text-align:justify;font-family:arial;">  </div>
<p style="text-align:justify;font-family:arial;" class="MsoNormal">Eu não faço a mínima idéia. Mas vou arriscar uns achismos em um próximo artigo.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/fairesavoir.wordpress.com/60/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/fairesavoir.wordpress.com/60/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fairesavoir.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fairesavoir.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fairesavoir.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fairesavoir.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/fairesavoir.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/fairesavoir.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/fairesavoir.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/fairesavoir.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fairesavoir.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fairesavoir.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fairesavoir.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fairesavoir.wordpress.com/60/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fairesavoir.wordpress.com/60/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fairesavoir.wordpress.com/60/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=faire-savoir.info&amp;blog=1385727&amp;post=60&amp;subd=fairesavoir&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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